Igrejas católicas são atacadas no Chile antes da visita do Papa

Igrejas católicas são atacadas no Chile antes da visita do Papa

O papa Francisco empreende na próxima segunda-feira uma viagem ao Peru e ao Chile para defender os indígenas, visitar o coração da Amazônia e reanimar uma igreja devastada pelos escândalos de pedofilia. O líder da igreja católica estará no país entre os dias 15 e 18 de janeiro.

O primeiro dos ataques com artefato incendiário ocorreu na comuna de Estação Central e atingiu a paróquia Santa Isabel da Hungria, onde foi encontrado um panfleto com uma mensagem contra o pontífice: "Papa Francisco, as próximas bombas serão na sua batina". Por fora, foi aplicado um adesivo com o logo oficial do Papa Francisco e outro com a hashtag de sua visita #ElVueloDeFrancisco. "O problema não é a fé, mas sim, os milhões que são gastos com a fé", escreveu Miranda, candidata em 2013 pelo Partido Igualdade.

A Polícia Civil (PDI) investiga se os três ataques explosivos foram coordenados por algum grupo. A suspeita recai sobre organizações anarquistas. "Vamos receber o papa Francisco com alegria e paz".

"As pessoas têm o direito de protestar, mas é uma coisa totalmente diferente usar violência", disse o ministro do Interior do Chile, Mahmud Aleuy, a repórteres, na manhã desta sexta-feira, após verificar os danos causados nas igrejas. Aleuy afirmou que "o governo apresentará uma ação nas próximas horas por infração à lei de armas".

O Chile prepara uma grande operação policial para escoltar Jorge Mario Bergoglio. Serão utilizados carros, motos, câmeras aéreas, drones, helicópteros e agentes a pé.

No Chile, o papa será recebido pela atual presidente, Michelle Bachelet, uma dirigente laica que promoveu o matrimônio homossexual e a descriminalização do aborto, medidas muito criticadas pela Igreja. Estão previstos 18 mil funcionários de segurança, sendo 9,5 mil somente em Santiago.

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