Governo venezuelano acusa setor da oposição de promover violência no país

Governo venezuelano acusa setor da oposição de promover violência no país

Ao final da reunião de sexta-feira, 12, Vargas disse que se tem tratado de um 'dia de sucesso' e que, neste sábado, continuam as conversas. "Amanhã vamos continuar para concluir as diferentes jornadas de encontros, reuniões e diálogos", disse ele.

O ministro da Comunicação e Informação da Venezuela, Jorge Rodríguez, garantiu hoje que se está "muito perto" de um acordo definitivo a favor da paz e da convivência entre os atores políticos do país.

Logo em seguida, as mensagens foram apagadas.

A reunião, iniciada pouco antes do meio-dia na chancelaria, conta ainda com a presença do presidente da República Dominicana, Danilo Medina; o ex-chefe de governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e representantes dos facilitadores Chile, México, Nicarágua, Bolívia, e San Vicente e Granadinas.

A principal exigência da MUD são garantias de transparência para as eleições presidenciais, nas quais Maduro deve buscar a reeleição.

O chefe da delegação do governo venezuelano que viajou para a capital da República Dominicana para outra rodada de contatos com a oposição, Jorge Rodríguez, disse a jornalistas que um setor da oposição está apostando na violência.

Uma mulher observa queijos em um refrigerador praticamente vazio de um supermercado venezuelano – MARCO BELLO  REUTERS
Uma mulher observa queijos em um refrigerador praticamente vazio de um supermercado venezuelano – MARCO BELLO REUTERS

A escassez de alimentos e medicamentos piorou sob uma inflação anual superior a 2.000%.

A Assembleia Constituinte convocou os maiores partidos da MUD - Vontade Popular, Primeiro Justiça e Ação Democrática - a se reinscrever no poder eleitoral para poder disputar as eleições, nos dias 27 e 28 de janeiro.

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, dominado por partidários do ditador Nicolás Maduro, determinou na quinta (11) que os principais partidos da oposição devem voltar a se registrar para participar de eleições.

O CNE ratifica o decreto da Assembleia Constituinte, totalmente composta por chavistas, que determina às siglas a revalidação se não concorrem a uma eleição qualquer, em vez de pleito nacional, como previa a lei anterior.

O governo, por sua vez, exige que a oposição reconheça a Constituinte, e vários de seus funcionários garantiram que as eleições presidenciais serão realizadas com o mesmo poder eleitoral.

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