"Cometemos muitos erros". Zuckerberg quer corrigir o Facebook

Como de costume, nesta quinta-feira, 4, o presidente executivo do Facebook Mark Zuckerberg divulgou em sua conta pessoal na rede social suas missões para 2018. O fundador da rede social disse também que quer impedir a interferência das nações na forma como é usada a plataforma e garantir aos utilizadores "que o tempo passado no Facebook é tempo bem passado". "O mundo sente-se inquieto e dividido, e o Facebook tem muito trabalho a fazer - seja a proteger a nossa comunidade de abuso e ódio, seja a defender contra a inferência de estados ou a garantir que o tempo passado no Facebook é tempo bem passado", escreve Zuckerberg sobre os motivos que o levaram a escolher este desafio.

Entre os propósitos de Ano Novo de Zuckerberg na última década estiveram aprender chinês (mandarim), conhecer diariamente uma pessoa fora do entorno do Facebook, ler um livro a cada 15 dias e construir um robô de inteligência artificial para organizar sua casa.

Mark Zuckerbeg também diz que vai tentar corrigir o "uso indevido e abusivo" da rede social. Até aqui todos os desafios podem ser vistos como metas pessoais mas este ano o objetivo parece ser o mais abrangente e importante até agora.

Em 2017, o Facebook foi acusado de contribuir com diversos problemas sociais globais. "Mas, hoje, demasiadas pessoas perderam a fé nessa promessa". "Atualmente cometemos demasiados erros ao aplicar as nossas regras e a prevenir a má utilização das nossas ferramentas".

Ele também observou o fato de algumas poucas grandes corporações de tecnologia terem ganhado muito poder nos últimos anos e, com isso, terem dado a impressão para a sociedade de que a tecnologia ajuda a concentrar o poder, e não distribuí-lo. Numa alusão a um do lemas da empresa - "give people the power" (devolver o poder às pessoas) -, o líder do Facebook diz que uma das principais questões da atualidade é se a tecnologia centraliza o poder ou se o descentraliza.

Alguns especialistas criticaram as resoluções para 2018 do co-fundador do Facebook. "Muitos de nós se envolveram com tecnologia porque acreditávamos que isto poderia ser uma força descentralizadora, que coloca mais poder nas mãos das pessoas (.)".

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