Carles Puigdemont lança novo site oficial do Governo da República Catalã

Carles Puigdemont lança novo site oficial do Governo da República Catalã

"É evidente que, para governar a Catalunha, é preciso estar na Catalunha, não dá para fazer isso via WhatsApp ou usando um holograma", afirmou Inés Arrimadas, líder do partido Cidadãos, que é contra a separação da Espanha.Em eleição realizada em dezembro, partidos separatistas conquistaram 66 de 135 assentos. Já os partidos independentistas, juntos, conseguirão obter maioria absoluta e formar um governo em coligação, o que levou o Ciudadanos, para já, a afastar-se das negociações para a formação de uma coligação.

Madrid sabe que o artigo 155 da Constituição deixará de valer assim que haja parlamento, mas isso não significa que o Estado deixe complemente de interferir na governação catalã: pode continuar a mandar nas finanças, "dependendo se o Ministério [das Finanças] considera que desapareceram as razões que motivaram" essa intervenção, diz o delegado do Governo na Catalunha, Enric Millo.

A incerteza sobre o futuro da Catalunha tem afugentado empresas da região. As eleições catalãs de 21 de Dezembro de 2017 foram convocadas por Mariano Rajoy no final de Outubro, no mesmo dia em que decidiu dissolver o parlamento da Catalunha e destituir o executivo regional presidido por Carles Puigdemont por ter dirigido o processo para declarar unilateralmente a independência da região. E reiterou que o caminho passa pela independência e pela criação da República catalã, já que isso foi o que os catalães votaram no referendo de 1 de outubro. Por causa da consulta, ele é alvo de investigações por desobediência, prevaricação e desvio de fundos públicos. Com 46 anos, ela é a mão direita de Rajoy e tentou dialogar com os catalães, mas não obteve resultado.

O ex-presidente catalão e líder do partido independentista Juntos pela Catalunha (JuntsXCat), Carles Puigdemont, e Marta Rovira, a segunda figura mais importante do partido Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), jantaram juntos e debateram estratégia para empossar Puigdemont à distância.

Caberá à Mesa do Parlamento interpretar o regimento e decidir se é possível este tipo de investidura, com um discurso de posse feito por skype ou lido por algum representante indicado pelo próprio Puigdemont. Após a declaração de secessão, a Câmara de maioria independentista foi dissolvida.

O Supremo defendeu na ocasião que a opção política de independência de uma parte do território nacional espanhol é legítima, mas essa posição não pode implicar que se cometa qualquer delito. A ativista de 43 anos nunca tinha sido política até ser eleita em 2015.

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