Balança comercial fecha 2017 com maior superavit da história

Balança comercial fecha 2017 com maior superavit da história

O saldo positivo do ano representou um aumento de 40,5% na comparação com 2016, ano em que o superavit já havia sido recorde, de US$ 47,7 bilhões.

O ministro do Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, disse nesta terça-feira, 2, que as exportações registraram crescimento pela primeira vez em cinco anos. A expectativa para o ano variava de US$ 65 bilhões a US$ 70 bilhões.

Considerando apenas o mês de dezembro, o superavit foi de US$ 4,99 bilhões. As exportações cresceram 18,5% no ano em relação ao mesmo período de 2016. Já as importações somaram US$ 105,7 bilhões, um aumento de 10,5%.

Na média, o preço das exportações subiu 10,1% em relação a 2016, ano marcado pela queda nos preços de produtos como soja, minério de ferro e petróleo bruto, alguns deles com o menor nível dos últimos 10 anos. "Isso mostra a retomada real da economia brasileira, sobretudo do comércio exterior brasileiro", enalteceu o ministro.

Os destaques das importações no ano foram combustíveis e lubrificantes (crescimento de 42,8%), bens intermediários (insumos para elaboração de produtos), com alta de 11,2%, e bens de consumo, cujas compras de outros países subiram 7,9%. No ano passado, o país exportou US$ 67 bilhões a mais do que importou, melhor resultado desde o início da série histórica, em 1989. Somente as importações de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) caíram 11,4% em 2017.

O aumento foi impulsionado principalmente pelas vendas de produtos básicos (+28,7 por cento), com destaque para a alta de 66,4 por cento do petróleo em bruto.

O secretário de comércio exterior, Abrão Neto, declarou que o desempenho da balança comercial foi contundente em todos os fundamentos.

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