Vitória para Trump na proibição de entrada de muçulmanos nos EUA

O ato da Corte Suprema significa que o veto agora entrará integralmente em vigor para pessoas que queiram entrar nos EUA vindo do Irã, Líbia, Síria, Iêmen, Somália e Chade.

Todas as versões da ordem executiva motivaram batalhas nos tribunais, invariavelmente começando por um bloqueio imposto por um juiz federal do Havaí, estado tradicionalmente democrata. A outra parte, que pune integrantes dos regimes norte-coreano e venezuelano, não foi afetada pelas liminares.

A decisão é uma clara vitória para Trump, depois de vários outros tribunais terem colocado em causa a constitucionalidade da sua ordem executiva, emitida pela primeira vez em janeiro de 2017, poucos dias depois da tomada de posse da nova Administração.

O anúncio levou a protestos e confusão nos aeroportos sobre quem poderia entrar ou não.

Em março Trump lançou uma segunda edição, excluindo o Iraque devido à cooperação do país árabe com o combate à facção terrorista Estado Islâmico, também suspensa por decisões judiciais de instâncias inferiores.

Os nove membros da Suprema Corte disseram em duas ordens similares nesta segunda que as determinações que bloquearam parcialmente o último veto devem ser suspensas enquanto cortes de apelação em San Francisco e Richmond, na Virginia, avaliam os casos. Ambos os processos alegavam que o mais recente veto, assim como os antecessores, era discriminatório contra muçulmanos, em uma violação à Constituição dos EUA, e não era permissível sob as leis de imigração.

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