Suspenso pagamento de refeições a 12 corporações de bombeiros

Suspenso pagamento de refeições a 12 corporações de bombeiros

A investigação conduzida pelo departamento de auditoria e fiscalização da ANPC a pedido do Ministério da Administração Interna (MAI) foi motivada por queixas sobre a qualidade da comida fornecida aos operacionais e já levou o Governo a suspender por 20 dias o pagamento do reembolso das refeições em que se verificaram indícios dessas irregularidades.

O jornal relata que, entre outras, existe a discrepância entre o que foi registado pelos bombeiros e os documentos comprovativos das mesmas. Há indícios de irregularidades e, de acordo com o relatório, as deficiências de qualidade das refeições servidas durante o combate aos incêndios de agosto foram casos pontuais.

Foram 17 os incêndios e 12 as associações abrangidos pelo inquérito ordenado pelo MAI, que vai agora averiguar em que condições foram apresentados os pedidos de reembolso de despesas.

Vai também ser revista a diretiva financeira que estipula a comparticipação de despesas nas intervenções no âmbito das operações de socorro e estados de alerta especiais.

Já na altura em que o inquérito foi aberto, quando o ministério ainda era tutelado por Constança Urbano de Sousa, Jaime Marta Soares contestou a isenção da Proteção Civil para realizar o inquérito. Isto porque a tabela que consta de um dos anexos desta directiva determina: cada almoço e jantar tem o valor de sete euros; o pequeno-almoço, o lanche e dois reforços ficam-se pelos 1,80 euros.

Os casos abrangem 12 associações de bombeiros. "A forma como o caso é tratado pela Autoridade Nacional da Proteção Civil permite que muitas vezes as verbas que deveriam ser canalizadas na totalidade para a alimentação dos bombeiros, assim como o pagamento dos bombeiros, possa não ser canalizado para esse fim, sendo utilizado para outro", conclui em setembro aquele responsável dos bombeiros voluntários.

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