PGR denuncia Geddel por lavagem de dinheiro e associação criminosa

PGR denuncia Geddel por lavagem de dinheiro e associação criminosa

Dodge quer que Lúcio Vieira Lima seja obrigado a ficar em casa durante a noite, quando não estiver exercendo suas funções na Câmara dos Deputados, e que também seja proibido de deixar sua residência durante os dias de folga.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu a possibilidade de se extinguir a punição ou ter outros tipos de benefícios penais dos ex-secretários parlamentares denunciados por eles terem colaborado com as investigações.

Apesar de a peça não acusar os peemedebistas de corrupção, a chefe do Ministério Público Federal põe propinas da Odebrecht, esquemas de devolução de salários dos servidores da Câmara, pagamentos do doleiro Lúcio Funaro e desvios relacionados ao "Quadrilhão do PMDB" na Câmara como possíveis origens para as caixas e malas de dinheiro encontradas pela Polícia Federal no apartamento em Salvador.

A imposição de medidas cautelares contra parlamentares foi alvo de julgamento no plenário do STF em outubro.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura de ação penal (denúncia) contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e o irmão dele, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) pelos crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Junto com a denúncia, a procuradora-geral pediu a prisão domiciliar de Lúcio Vieira Lima. O apartamento em Salvador aonde foram encontrados os R$ 51 milhões pertence ao empresário Silvio Antonio Cabral Silveira, que admitiu às autoridades que emprestou o imóvel ao irmão de Geddel, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB), a pretexto de guardar bens do pai do peemedebista, já falecido. A denúncia feita ao Supremo Tribunal Federal (STF) se refere ao caso do bunker descoberto no âmbito da Operação Tesouro Perdido, em Salvador, que ocultava R$ 51 milhões. A acusação cita que eles lavavam dinheiro por meio de investimentos imobiliários.

"Naqueles autos, há prova de materialidade e de indícios de autoria do desvio e da apropriação ilícita de recursos públicos oriundos de Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, nos anos de 2006 a 2017, correspondente a R$ 587.101.098,48, sendo U$ 62.000.000,00 em dólares", escreveu Dodge. Os R$ 51 milhões apreendidos não ficariam parados, mas seriam aplicados em imóveis de alto padrão, de acordo com a denúncia.

A PGR quer a instauração de novo inquérito para apurar se a família Vieira Lima se apropriou de valores pagos pela Câmara a secretários parlamentares vinculados ao gabinete de Lúcio Vieira Lima.

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