Oito detidos na investigação ao assassinato de jornalista dos Panama Papers

Oito detidos na investigação ao assassinato de jornalista dos Panama Papers

- As autoridades de Malta detiveram dez suspeitos do assassinato em 16 de outubro da jornalista investigativa Daphne Caruana Galizia, anunciou nesta segunda-feira o primeiro-ministro do país, Joseph Muscat.

Apesar disso, na altura, o primeiro-ministro maltês distanciou-se do caso, afirmando que se tratou de um "ataque hediondo a um cidadão e à liberdade de expressão" e que não iria descansar enquanto não se fizesse justiça. "As autoridades têm todas as áreas de interesse sob controlo desde esta manhã e as buscas estão a decorrer", disse.

A morte de Daphne, de 53 anos, ocorreu quatro meses após a vitória do premiê Joseph Muscat, do Partido Trabalhista, nas eleições gerais, que foi convocada na sequência de uma série de denúncias de corrupção envolvendo seu círculo mais próximo.

Nas operações, foram usados helicópteros, militares e cães. No seu blogue, a jornalista denunciava casos de corrupção. Ela seguia agora as provas reveladas pelo caso Panama Papers, que em 2015 desvendaram a forma como várias celebridades e pessoas poderosas usavam empresas offshores para esconder a sua riqueza.

Todos os suspeitos de terem participado na morte de Daphne Galizia são de origem maltesa e a maioria tem cadastro criminal.

Na sexta-feira, dia 1, um grupo de deputados da União Europeia concluiu, no fim de uma investigação ao caso, que em Malta há uma "percepção de impunidade".

Artigos relacionados