Marina Silva anuncia pré-candidatura a presidente em 2018

Marina Silva anuncia pré-candidatura a presidente em 2018

Após a ex-ministra Marina Silva anunciar a sua pré-candidatura à presidência em 2018, a organização da Rede Sustentabilidade cometeu uma gafe e deixou tocar o jingle do segundo turno da campanha de 2014 de Aécio Neves.

Em seu discurso, Marina fez duras críticas ao PT, PMDB e PSDB e afirmou que o Brasil vive uma de suas "piores crises".

Partido realizará congresso nacional em abril de 2018. Marina ficou em terceiro lugar nas duas ocasiões. "Uma crise política, uma crise ética, uma crise econômica", finalizou a ex-senadora que terminou em terceira na corrida presidencial de 2010 e 2014.

Após a tragédia do acidente de avião que matou o candidato socialista, Marina assumiu a cabeça da chapa, aparecendo em primeiro lugar nas pesquisas divulgadas semanas depois da morte de Campos.

A dinâmica do evento promovido pela Rede neste sábado visou, externamente, dar força ao anúncio da pré-candidatura ao mesmo tempo em que sinaliza internamente que Marina está fundamentada no apoio de seus correligionários. "Sem falar daqueles que assaltaram - e dos que continuam assaltando - os cofres públicos para enriquecimento próprio ou para irrigar seus projetos de poder, e que, com impressionante cinismo, falam hoje em 'reformas imprescindíveis' para 'salvar o país'", diz a carta do partido, lida em reunião de seus grupos regionais, com a presença de Marina.

Em discurso como pré-candidata, Marina afirmou que "esse não é o momento para salvadores da pátria". "Temos diminuição da inflação, mas, se não tivermos processo duradouro, não tem como se sustentar".

Durante a transmissão, Marina ainda afirmou que o maior presente que a sociedade pode dar aos partidos que "criaram a crise" é dar a eles quatro anos de um período sabático. Com isso, a ex-ministra tenta dirimir a principal crítica interna da qual é alvo: a de que é centralizadora das decisões da legenda.

O PSDB saiu do armário esquerdista?

"Quem tem de pagar com a Justiça paga, que pague, ninguém está acima da lei".

O texto suscita a seguinte dúvida: é um desvio no percurso do partido ou um retorno às origens socialistas?

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