Marco Aurélio determina quebra de sigilos bancário e fiscal de Aécio Neves

Marco Aurélio determina quebra de sigilos bancário e fiscal de Aécio Neves

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu afastar medidas cautelares que haviam sido impostas à irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Andrea Neves, a Frederico Pacheco de Madeiros, primo dele, e a Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar de Zezé Perrella (PMDB-MG).

O ministro afirma que os três devem "adotar a postura que se aguarda do homem médio, integrado à sociedade", além de indicar local de residência, informar eventual transferência e atender aos chamamentos judiciais.

A ordem de Marco Aurélio Mello, relator da investigação sobre o senador, foi assinada no final de novembro e divulgada nesta quinta-feira (7). Aécio também é investigado por embaraço às investigações da Lava Jato. O valor foi solicitado por Andrea Neves para pagar advogado do senador, mas para a PGR, o dinheiro era uma contrapartida por favores do senador ao grupo J&F.

Com base nas informações prestadas pela PGR, o ministro Marco Aurélio considerou indispensável o acesso aos dados no período apontado, a fim de rastrear a origem e o destino dos recursos supostamente ilícitos.

A defesa de Aécio Neves disse, por meio de nota, que os sigilos fiscal e bancário do senador sempre estiveram à disposição da Justiça (veja a íntegra da nota ao final desta reportagem).

Agora, em petições apresentadas ao STF, os denunciados Frederico Pacheco de Medeiros e Mendherson Souza Lima requereram a revogação das medidas cautelares alternativas, destacando o tempo que já perduram as medidas.

Na manhã seguinte à revelação dos áudios, o STF determinou o afastamento de Aécio, autorizou mandados de busca e apreensão nas residências do senador e a prisão preventiva de Andrea, que depois passou a cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

Andrea, Mendherson e Frederico Pacheco seriam intermediários no esquema. Ele afirmou que toda movimentação do cliente é "absolutamente regular".

De acordo com o advogado de Aécio, Alberto Zacharias Thoron, os sigilos bancário e fiscal do senador "sempre estiveram à disposição da Justiça".

Artigos relacionados