Justiça argentina determina prisão de Cristina Kirchner

Justiça argentina determina prisão de Cristina Kirchner

Um juiz federal processou nesta quinta-feira (7) a ex-presidente e atual senadora argentina Cristina Kirchner por supostamente encobrir os iranianos acusados do atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) de Buenos Aires em 1994 e pediu ao Senado que vote a retirada de sua imunidade parlamentar para que ela possa ser detida. O caso será analisado pelo Senado, já que Cristina tem foro privilegiado por atualmente ser senadora.

No fim de outubro, a Câmara argentina aprovou o fim da imunidade do deputado Julio de Vido, um ex-ministro-chave dos governos Néstor e Cristina Kirchner, por suspeitas de corrupção. Com a prisão pedida por dois juízes, ele se entregou à polícia.

O promotor Alberto Nisman denunciou em 2015, dias antes de aparecer morto, que a ex-presidente montou um esquema criminal para acobertar os supostos responsáveis pelo atentado a fim de melhorar a relação comercial com o Irã. Com ela, são também suspeitos o antigo secretário de estado Carlos Zannini, el ex sindicalista Luis D'Elía, o ex líder do partido Quebracho, Fernando Esteche e o político de origem libanesa Yussuf Khalil, que estão todos detidos.

Bonadio investiga Cristina por traição à pátria ou ocultação agravada pelo fato de a ex-presidente ter assinado em 2012 um acordo com o Irã. Nisman foi encontrado morto com um tiro na cabeça no banheiro de seu apartamento na capital argentina em um caso que até hoje não foi esclarecido e continua sob investigação.

"É um grande absurdo jurídico". O objetivo desta perseguição é assustar os dirigentes da oposição no Parlamento.

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