Islâmicos querem reconhecimento de Jerusalém como capital palestina

Islâmicos querem reconhecimento de Jerusalém como capital palestina

"Estou apelando para reconhecer Jerusalém como capital do Estado ocupado da Palestina", declarou Erdogan.

O esboço de um comunicado para a cúpula da Organização para a Cooperação Islâmica que ocorre nesta quarta-feira, afirma que líderes muçulmanos consideram a decisão de Washington de reconhecer Jerusalém como capital de Israel como um sinal da retirada dos Estados Unidos de seu papel como defensor da paz no Oriente Médio.

"O comunicado também considera o Governo americano "plenamente responsável por qualquer repercussão" da "decisão ilegal" de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, "que considera" uma clara deserção do Governo americano do seu papel como mediador de paz".

Abbas também anunciou que vai ao Conselho de Segurança das Nações Unidas apresentar a adesão plena da Palestina à ONU.

Entre os cerca de 20 chefes de Estado que responderam ao apelo de Erdogan, estão o presidente iraniano, Hassan Rohani; o rei da Jordânia, Abdallah II; o emir do Catar, xeque Tamim ben Hamad al-Thani; o libanês Michel Aoun; e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que não integra a OCI.

- Jerusalém é e continuará sendo eternamente a capital do Estado da Palestina.

"Esse processo está terminado", reforçou Erdogan, que algumas horas antes já tinha acusado Israel de ser um "Estado de ocupação" e terrorista.

"Declaramos Jerusalém leste como a capital do Estado da Palestina e apelamos a todos os países a reconhecerem o Estado da Palestina e Jerusalém leste como a sua capital ocupada", indicaram os Estados-membros da OCI no documento final.

Nos últimos dias, pelo menos quatro palestinianos morreram e várias centenas de pessoas ficaram feridas. A tarefa não será fácil, porém, já que a região se encontra profundamente dividida.

Em uma reunião no último fim de semana, a Liga Árabe se contentou com fazer uma condenação verbal, pedindo aos EUA que "anulem sua decisão sobre Jerusalém".

Apesar do tom forte dos Estados-membros da OCI, nenhuma medida concreta foi anunciada por este grupo de países muçulmanos, cujos alguns dos principais membros também são aliados próximos dos Estados Unidos.

"Destruindo as normas internacionais, os EUA reconheceram Jerusalém como a capital de Israel".

Trump e Abbas se cumprimentam em Belém Foto: JONATHAN ERNST / REUTERSDonald TrumpO presidente dos EUA surgiu como uma perigosa incógnita para a paz: não defendeu a criação de um Estado palestino, respaldou Israel em negociações e também propôs levar a embaixada de seu país de Tel Aviv para Jerusalém.

O presidente turco agradeceu aos países que se expressaram contra decisão de Trump.

A Arábia Saudita está representada por seu ministro das Relações Exteriores, Nizar Madani.

Artigos relacionados