Honduras decreta estado de exceção e toque de recolher

Honduras decreta estado de exceção e toque de recolher

Os primeiros resultados deram como vencedor Nasralla, mas no meio da semana o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) de Honduras concedeu uma vantagem de pouco mais de um ponto percentual para o atual presidente, Juan Orlando Hérnandez, que assim vai se reeleger. Na capital Tegucigalpa, os manifestantes fecharam as principais avenidas e as saídas da cidade com barricadas, enquanto a população corria para supermercados e postos de gasolina para se abastecer diante da crise.

Nas redes sociais, viralizaram os vídeos de manifestantes enfrentando a polícia em diversos pontos do país.

"Provocaram atos de vandalismo, roubaram, atentaram contra a segurança dos clientes e dos colaboradores de diversos negócios", denunciou o presidente da Câmara de Comércio do norte do país, Rafael Medina.

O decreto executivo aprovado pelo presidente Juan Orlando Hernández afirma que "fica restringida, por um prazo de dez dias, a livre circulação de pessoas" entre as 18 horas e 6 horas locais, anunciou o coordenador dos ministros do governo, Jorge Ramón Hernández Alcerro.

A polícia de choque reprimiu ontem, em Honduras, um protesto pelo reconhecimento da vitória do candidato opositor Salvador Nasralla nas eleições presidenciais de domingo (26/11).

"O que está realmente acontecendo aqui é que David Matamoros está salvando seu couro pelo crime político (de fraude) e o couro do presidente" Hernández.

Após a queixa da oposição, o presidente do TSE informou que se reunirá com o ex-presidente e representante da oposição Manuel Zelaya, na manhã deste sábado, para analisar a revisão das atas. Ele assegurou que nem todas as atas de apuração foram contabilizadas. Também na quarta-feira a Organização dos Estados Americanos (OEA) pareceu ter salvado a credibilidade da votação induzindo os dois candidatos a apresentarem declarações por escrito prometendo respeitar o resultado final depois que os votos contestados tiverem sido verificados.

Hernández, de 49 anos, busca um segundo mandato amparado por uma decisão da justiça, apesar da Constituição proibir a reeleição em Honduras.

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