Fux é eleito o próximo presidente do TSE

Fux é eleito o próximo presidente do TSE

Recém-eleito novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luiz Fux evitou se pronunciar sobre um possível imbróglio que dominará a cena eleitoral no ano que vem: como ficará a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à Presidência em 2018, caso seja condenado em segunda instância. Tradicionalmente, o ministro do STF com mais tempo no TSE - e ainda não eleito para a presidência - é escolhido para comandar a corte eleitoral. Com a incompatibilidade de cargos, Rosa vai virar, então, presidente do TSE. "Eu tenho a espinhosa missão de substituir duas excepcionais gestões, a do ministro Toffoli e a de vossa excelência [Gilmar Mendes] e creio em Deus que estarei à altura do exercício dessa missão", disse o ministro.

Segundo a assessoria do Tribunal Superior Eleitoral, a posse do futuro presidente da Corte deve ocorrer em 6 de fevereiro, ainda que o mandato de Gilmar Mendes se encerre somente no dia 14.

Gilmar Mendes destacou que a transição será "muito tranquila" e que manterá parceria com Fux e Rosa Weber em 2018. "Todos sabemos que vamos ter uma transição muito tranquila e uma parceria realmente - que já começamos há algum tempo - a três, porque temos discutido todos os temas relevantes".

Fux é o atual vice-presidente. Fux está no TSE desde 2014. Assumiu como vice-presidente do TSE em maio de 2016 e atuou como ministro substituto do Tribunal de maio de 2011 até ser empossado como ministro titular. Ele vai substituir o ministro Gilmar Mendes no comando do tribunal.

Ministro do STF desde 2011, Luiz Fux atua no Tribunal Superior Eleitoral há sete anos. "Todos nós estamos absolutamente tranquilos de que o tribunal estará em boas mãos".

Fux presidiu a comissão de juristas encarregada de elaborar o anteprojeto que resultou no novo Código de Processo Civil (CPC), que já está em vigor.

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