Estatais fecharão o ano com menos 500 mil funcionários

Estatais fecharão o ano com menos 500 mil funcionários

"Há ainda rescaldo dos PDVs, e acreditamos que terminar o ano com menos de 500 mil funcionários nas estatais é plenamente factível", afirmou Soares.

Neste ano, foram realizados ou estão em curso processos de desligamento voluntário nas seguintes empresas: Caixa, CPRM, Eletrobras, Infraero, Eletrobras CGTEE, Dataprevi, BNB, Casa da Moeda, Codesa, Valec, Amazul, EBC, Basa, Correios (o segundo processo) e a INB.

De acordo com dados do Ministério do Planejamento, o número de empresas estatais também caiu neste ano.

As empresas estatais federais investiram pouco mais que um terço do que estava programado para este ano. Já os papéis do Banco do Brasil aumentaram 53,1%.

Os principais cortes ocorreram na Caixa Econômica Federal (- 7,2 mil empregados), Correios (-7,1 mil empregados), Petrobras (-4, 01 mil empregados) e Banco do Brasil (-2,6 mil empregados).

Diante das mudanças aplicadas pelo Governo do Brasil, a confiança dos investidores aumentou e os recursos voltaram a ser aplicados no mercado financeiro e nas empresas estatais. "O fundamental agora é desalanvancar essas empresas, ou seja, reduzir as suas dívidas", avaliou o secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais. É o menor percentual desde 2000, quando começa a série histórica. Grande parte das estatais é financeira e de infraestrutura, onde concentra a maioria das nossas empresas também. No boletim do segundo trimestre, o número de estatais era 150, pois incluía a Indústria Carboquímica Catarinense SA (ICC), subsidiária da Petrobras, que foi liquidada em assembleia no início de setembro.

Sobre os lucros das estatais, o 3º trimestre de 2017 teve ganhos de R$ 23,2 bilhões, frente aos R$ 8,7 bilhões do mesmo período do ano passado.

"Isso está em linha com o cenário fiscal que enfrentamos". Agora não há mais previsão de redução no número de empresas: "a preocupação não é meramente fiscal".

Leia também: Você tira R$ 92 do bolso por ano para financiar as estatais. O levantamento da Procuradoria não indica quais acordos foram considerados. A maior multa estabelecida em acordos desse tipo foi a da J&F, que concordou com pagamento de R$ 10,3 bilhões.

Mudança na governança das empresas estatais, gestão mais eficiente e medidas de transparência mudaram a realidade das companhias brasileiras para melhor.

O balanço da PGR também indica a delação premiada como um "fator importante para aprimoramento do trabalho de combate à corrupção". O Governo do Piauí já moveu ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a privatização, mas teve liminar negada pela ministra Rosa Weber.

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