Em depoimento, Cabral desmente versão de Cavendish sobre anel e ataca Pezão

Em depoimento, Cabral desmente versão de Cavendish sobre anel e ataca Pezão

Ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Filho (PMDB) classificou como "presente de puxa-saco" o anel de 220 mil euros dado pelo ex-dono da construtora Delta, Fernando Cavendish, para sua esposa, Adriana Ancelmo, em 2009. Um empreiteiro encalacrado, um réu, que lavou mais de R$ 300 milhões.

Segundo o ex-governador, a obra do Maracanã foi bem-sucedida e o estádio, diferentemente de outros projetos que resultaram em elefantes brancos, tem sido bastante utilizado.

Em depoimento na mesma vara na segunda-feira, Cavendish disse que o anel foi uma contrapartida para a construtora Delta participar da licitação da reforma do estádio do Maracanã para a Copa de 2014, com 30% da obra. igualmente na segunda, o ex-executivo da Odebrecht Benedicto Barbosa havia afirmado que a Delta foi imposta no convênio do Maracanã por Cabral. Ele, que está preso e é acusado de cobrar uma "taxa de oxigênio" das empresas que participavam de obras no Rio disse que nunca assinou ou tomou a iniciativa de ir contra alguma recomendação técnica ou jurídica. Não indiquei nenhum membro da comissão. Pezão não foi denunciado nas investigações dos desdobramentos da Lava Jato no Rio de Janeiro. Cavedish afirmou em depoimento que o anel serviu como porta de entrada para a Delta participar das obras. "Não podia combinar resultados", afirmou.

O ex-governador fez ainda críticas à gestão de seu sucessor e ex-vice, Luiz Fernando Pezão (PMDB). "Infelizmente esse governo atual foi incapaz de manter o Teleférico do Alemão funcionando". E que quando saiu o caixa do estado estava com dinheiro e o pagamento do funcionalismo em dia.

O Rio de Janeiro passa por uma grave crise econômica, atrasando salários de servidores e realizando cortes em obras e ações sociais. Ele me deu a oportunidade de dizer ao senhor (juiz Marcelo Bretas) que ele é um mentiroso. "Não sou Adhemar de Barros: 'Rouba, mas faz'". Adhemar de Barros foi um proeminente político de São Paulo nas décadas de 1940 e 1960.

Segundo o ex-subsecretário, a Secretaria de Obras só se envolveu com os convênios do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) porque a Emop tinha dívidas trabalhistas e não poderia intermediar obras no Rio de Janeiro que tinham financiamento do governo federal.

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