"Dezembro Vermelho": campanha visa a conscientização para prevenção à AIDS

Quando as pessoas não estão em tratamento, elas são mais propensas a transmitir o HIV. A mobilização será realizada todos os meses de dezembro.

O infectologista Pablo Sebastian Velho trabalha há dez anos com pacientes soropositivos na Secretaria de Saúde de Santa Catarina e destacou que o programa brasileiro de tratamento de HIV é uma referência mundial.

No Dia Mundial contra a AIDS, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) divulgou um novo relatório que mostra que os homens têm menos probabilidade de fazer o teste para o HIV, são menos propensos a buscar tratamento antirretroviral e têm mais chances de morrer por complicações relacionadas à doença do que as mulheres. "E isso se deve, e muito, aos medicamentos que temos disponíveis no país", disse o especialista Pablo Velho. "Nosso objetivo é captar essas pessoas que não sabem o seu estado sorológico para que iniciem tratamento", explicou Floriano Pantoja, do SVS. "Se nada for feito para interromper o processo de evolução natural da doença, ela vai chegar".

As maneiras de transmissão são: relações sexuais desprotegidas, com parceiros que tenham o vírus, compartilhamento de seringas contaminadas, de mãe para filho durante a gravidez, em alguns casos no parto e na amamentação. Por isso, é necessário previnir com uma medida simples, que é o uso do preservativo, tanto feminino, quanto masculino, disponibilizados gratuitamente pela rede pública de saúde.

A médica também alertou para a "vergonha" que uma pessoa que pode estar contaminada com o vírus pode apresentar, o que dificulta muito a identificação e o tratamento. Para funcionar, a medicação deve ser administrada em até 72 horas após a relação desprotegida e precisa ser tomada durante 28 dias.

VERDADE. Existe a prep, que consiste na profilaxia pré-exposição ao HIV, através do uso de antirretrovirais para reduzir o risco de contrair o vírus.

O evento abordou assuntos sobre o diagnóstico e tratamento, protocolos de atendimento, ações de prevenção contra a epidemia, e o papel do jovem como protagonista no enfrentamento das infecções sexualmente transmissíveis. Em 2015, em KwaZulu-Natal, a província com maior prevalência de HIV na África do Sul, apenas um em cada quatro homens vivendo com HIV, com idade entre 20 e 24 anos, conhecia seu diagnóstico.

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