WikiLeaks enviou mensagens e pediu favores a Trump Jr

WikiLeaks enviou mensagens e pediu favores a Trump Jr

O Wikileaks e o filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Jr., terão trocado mensagens privadas através do Twitter durante a campanha para as eleições presidenciais de 2016, para pedirem troca de favores.

Em troca, a Wikileaks teria pedido que Trump pai intervisse junto à Austrália para que o fundador do portal, Julian Assange, fosse nomeado embaixador australiano em Washington. Trump Jr. divulgou as 10 capturas de tela algumas horas depois de a revista norte-americana The Atlantic ter publicado um relato sobre o conteúdo delas.

A troca de mensagens revela que o WikiLeaks pediu ao filho de Donald Trump para divulgar o trabalho da organização, partilhando informação com Donald Trump Jr. em privado.

As mensagens, que também foram fornecidas aos investigadores do Congresso que conduzem um inquérito às suspeitas de interferência russa no processo eleitoral, foram enviadas até pelo menos julho de 2017.

Quando o site enviou uma mensagem a informar que tinha "acabado de publicar os emails do Podesta parte 4" - relativos aos emails roubados ao chefe de campanha de Hillary Clinton - Trump Jr. ignorou, mas pouco depois escreveu um tweet queixando-se de "muito pouco levantamento pelos media desonestos da incrível informação providenciada pelo Wikileaks".

Em comunicado, o advogado de Trump Jr., Alan Futerfas, disse que milhares de documentos; incluindo mensagens diretas, foram entregues às comissões do Congresso dos EUA; que estão investigando a intervenção russa durante as eleições presidenciais de 2016. Trump Jr. não respondeu. O WikiLeaks revelou a Trump Jr. que estaria muito interessado em obter os emails que o jornal citou.

Julian Assange, recorde-se, é procurado na Suécia por suspeita de crimes de violação e nos Estados Unidos pela divulgação ilícita de documentos da diplomacia e das Forças Armadas, motivos que o levaram a exilar-se há cinco anos na embaixada do Equador em Londres, para evitar a extradição para a Suécia e EUA. A organização também tentou convencer Trump Jr.de vazar declarações fiscais do pai para "melhorar drasticamente" a percepção de imparcialidade do Wikileaks.

"O WikiLeaks não mantém esses registos e a apresentação da The Atlantic é editada e claramente não tem o contexto completo", comentou Assange.

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