Temer diz que reforma ministerial é 'inevitável'

Temer diz que reforma ministerial é 'inevitável'

O deputado, que participou da primeira parte da reunião da manhã desta quinta-feira entre a equipe econômica do governo e governistas sobre a Previdência, disse que o clima foi muito melhor do que o da reunião com o presidente Michel Temer na última segunda-feira.

Jornalista: Existe uma pressão enorme para o senhor fazer uma reforma ministerial, dada à posição do PSDB e o reclamo do centrão.

O presidente não disse quando a reforma ministerial será realizada. A expectativa é para que ela seja feita logo, sem esperar a saída por conta da desincompatibilização dos cargos, por conta das eleições, no ano que vem. "Saberei o momento certo de fazê-la", disse o presidente.

Pouco antes, o senador Aécio Neves (MG), pressionado pelos ministros tucanos que desejam permanecer no governo, foi ao gabinete do senador Tasso Jereissati (CE) avisar que estava destituindo-o presidência interina do PSDB.

Nas últimas semanas, partidos como PP, PR e PTB têm ameaçado impor derrotas ao Palácio do Planalto na reforma previdenciária caso o presidente não aumente o espaço deles na Esplanada dos Ministérios.

Presidente: Isto, eu saberei o tempo certo para fazer, o momento certo para fazer a reforma, não é?

O presidente mostrou confiança com a aprovação da Reforma da previdência. Aliás, quando, logo no mesmo dia ou no dia seguinte, se fez o alerta de que ela iria continuar, a Bolsa voltou a subir e o dólar caiu. "Hoje pela manhã fizemos uma reunião com todos os líderes e com o presidente da Câmara e acho que há [chance de aprovação], desde que se explique direitinho o que é a verdadeira reforma da Previdência e a importância dela".

"A reforma da Previdência é a continuação importante, fundamental para fecho das reformas que estamos fazendo".

Questionado se tinha os 308 votos para aprovar a reforma, o presidente Temer respondeu: "ah, vamos contando". Não há uma modificação em relação aos mais pobres.

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