Tasso diz que cumpriu seu dever ao 'chacoalhar' o PSDB

Tasso diz que cumpriu seu dever ao 'chacoalhar' o PSDB

Desde o momento em que FH divulgou uma nota sugerindo que Alckmin assumisse o comando do partido, o governador de São Paulo vinha hesitando em aceitar a proposta, por causa de sua pré-candidatura a presidente. Até poucas semanas, o nome do prefeito João Doria era cogitado para disputar as eleições de 2018 para concorrer à Presidência, o que gerou desconforto com seu padrinho político.

O sinal vermelho, visto pelos interlocutores de Marconi, foi aceso no dia do anúncio da candidatura de Tasso, quando o vice-presidente do Senado e seu maior cabo eleitoral, o senador Cássio Cunha Lima (PB ), lançou seu nome para presidente da República. Perguntado se valeu a pena a sua candidatura, ele disse que mostrou que seu PSDB não é o que aparecia na mídia. "Acho que o PSDB para aspirar qualquer questão nacional tem que resolver questão interna", declarou.

Ele defendeu ainda que a executiva do PSDB, que será definida em convenção em 9 de dezembro, tenha apenas pessoas "de cara limpa". "Falta a terceira pessoa, Alckmin, se manifestar", disse o presidente interino do PSDB, Alberto Goldman. "Topo", afirmou.Se o meu nome puder unir o partido, fortalecer o partido, como vigoroso instrumento de mudança para o Brasil, é nosso dever", afirmou na noite desta segunda-feira (27). "Nosso nome está à disposição", afirmou.

O governador confirmou que é a alternativa para uma "chapa de unidade", mas negou ser candidato único. Com a resposta afirmativa, Alckmin aceitou assumir a presidência do PSDB na vaga do senador mineiro. Temia perder o apoio dos grupos de Tasso e Marconi, e avisou que só aceitaria se fosse aclamado, sem disputar voto com outro candidato. Na última semana o governador de Goiás investiu pesado para aumentar seu apoio nos estados do Nordeste, onde Tasso tem maioria. Ele ouviu tanto de Marconi quanto de Tasso que, se ele quisesse ser o nome de consenso, os dois retirariam as candidaturas.

Nos últimos dias, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu publicamente a indicação de Alckmin, mas o governador paulista aguardava, ainda, uma palavra pública de apoio dos senadores José Serra e Aécio Neves.

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