Substitutivo da Previdência deve ser apresentado na próxima semana — Meirelles

Substitutivo da Previdência deve ser apresentado na próxima semana — Meirelles

"A questão é que se concluiu o entendimento de que é necessário votarmos a reforma da Previdência e encaminhar o mais rápido possível".

Mais cedo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o clima para aprovar a reforma é difícil e que só colocará a proposta em votação quando tiver certeza de vitória.

Ele declarou ainda que nas negociações, o governo não abrirá mão da idade mínima, do período de transição e da equiparação do setor público e do privado. Ele destacou, porém, que é importante que essa nova emenda aglutinativa garanta pontos suficientes para se ter uma economia "substancialmente superior a 50% da proposta original". De acordo com ele, o encontro teve como resultado o entendimento em torno da necessidade de aprovação da reforma.

Durante o seminário, o ministro da Fazenda disse ainda que, além da reforma da Previdência, o governo está trabalhando numa agenda de melhoria do ambiente econômico.

Meirelles enfatizou, no entanto, que, independentemente de qualquer mudança que seja feita no texto, o benefício fiscal tem que, de fato, contribuir para o equilíbrio das contas para os próximos anos. A reforma não é uma questão de opinião, é uma necessidade.

Considerada essencial para evitar um colapso das contas públicas no futuro, a reforma da Previdência prevê a adoção de uma idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres acessarem o benefício e impedir um crescimento ainda maior do déficit previdenciário.

Segundo o ministro, o governo federal "está num rumo de aprovação de reformas que é dos mais altos da história", numa referência à reforma trabalhista e ao teto de gastos, que chegaram a ser considerados "inviáveis". Isso significa que terá que ser compensado de outro lado: qual?

O deputado Arthur Maia disse que as lideranças ficaram de conversar com suas bancadas e uma nova reunião deve acontecer na semana que vem, apesar de o feriado na próxima quarta-feira esvaziar o Congresso.

O presidente Michel Temer negou que pretende editar medidas provisórias para incorporar pontos que podem ser excluídos na atual reforma da Previdência. Ao ser indagado se "de jeito nenhum", ele disse: "Não".

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