Renan Calheiros é condenado à perda do mandato e dos direitos políticos

Renan Calheiros é condenado à perda do mandato e dos direitos políticos

O senador Renan Calheiros foi condenado por enriquecimento ilícito e recebimento de vantagem patrimonial indevida pela Justiça do Distrito Federal.

A condenação seria por improbidade administrativa. O parlamentar pode recorrer ao próprio juiz da 14ª Vara Federal do DF ou ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, sem sair do cargo.

Por meio de nota, Calheiros disse ainda não conhecer a decisão, que está sob sigilo judicial. O parlamentar pode recorrer sem deixar o cargo.

O processo é relacionado a uma filha que Renan teve fora do casamento e quase o tirou da Presidência do Senado em 2007, quando a jornalista Mônica Veloso, mãe da filha dele, denunciou que o pagamento da pensão da criança era oriundo do dinheiro de um lobista da empreiteira Mendes Júnior. "O Supremo já julgou esse caso e sequer o recebeu por falta de provas". Renan teria apresentado documentos falsos para comprovar que tinha condições de arcar com a despesa. O caso foi objeto de escândalo em 2007, ano em que Renan também presidia o Senado, e acabou por tirá-lo do comando da Casa.

Segundo o Uol, o juiz condendou Renan, Gontijo e a Mendes Júnior a pagarem, juntos, R$ 246.853,20, com correções.

Além de oito inquéritos, em que é investigado na Lava Jato, Renan ainda responde a outros três inquéritos no STF, sendo um da Operação Zelotes - que apura um esquema de compra de sentenças no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) -, um sobre fraudes na construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, e outro sobre movimentação financeira suspeita.

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