'Reforma da Pevidência será aprovada ainda este ano'

'Reforma da Pevidência será aprovada ainda este ano'

O presidente Michel Temer reafirmou nesta segunda-feira, 13, que o governo quer aprovar ainda este ano a reforma da Previdência e voltou a destacar que a proposta acabará com privilégios de servidores públicos. "Esse complexo de vira-lata que nada nosso presta", declarou Eunício, ao ser questionado sobre a pressão de sindicatos para que o governo mude alguns pontos da reforma trabalhista, que passou a vigorar no último sábado.

O governo do presidente Michel Temer estuda mudanças para restrição ao abono salarial como forma de compensar eventual perda fiscal com frustração na reforma da Previdência, afirmaram duas fontes da equipe econômica à Reuters.

"Nós vamos completar esta fórmula reformista que nós adotamos no país até durante este governo". Eunício disse que Temer não especificou uma data, mas a intenção é fazer as mudanças administrativas ainda neste ano.

Para Temer, é essencial acabar com privilégios que estão previstos nas regras atuais. "Eu saberei o tempo certo para fazer a reforma [ministerial]".

O presidente falou nesta tarde durante a cerimônia de lançamento do Cartão Reforma. "O presidente me disse que ia preservar essa questão", relatou.

"Eu disse a ele [Temer] que, no meu entendimento, a reforma foi mal vendida para a população brasileira". Não saiu até esta segunda-feira nenhuma medida provisória para ajustar a reforma trabalhista e atender reivindicações dos senadores da base aliada.

"Reforma ministerial é uma reforma administrativa, só tem uma pessoa que pode fazer que o é presidente". Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, diverge de Eunício e pede que seja enviado um projeto de lei.

"Na hora que você editar uma medida provisória, todos aqueles juízes que são mais ideológicos, são contra a aplicação da lei, vão dizer 'se tem uma medida provisória, eu vou esperar a votação e sanção dessa medida provisória para implementar a lei'". "Por isso a medida provisória enfraquece a lei e cria uma insegurança jurídica", concluiu.

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