Puigdemont pode pedir cela individual se for extraditado

Puigdemont pode pedir cela individual se for extraditado

A Audiência Nacional decretou a prisão incondicional para oito ministros regionais demitidos que prestaram declarações nesse dia, entre eles o vice-presidente do Governo regional, Oriol Junqueras.

O presidente destituído do governo catalão vai ser o cabeça de lista do seu partido às eleições regionais de 21 de dezembro, ao mesmo tempo que luta contra a sua extradição para Espanha.

Uma juíza espanhola emitiu em 3 de novembro ordens europeias contra Puigdemont e os ex-conselheiros Antoni Comín, Clara Ponsatí, Meritxell Serret e Lluís Puig, para que se entregassem, acusados pelos crimes de rebelião, sedição, malversação, prevaricação e desobediência.

Puigdemont confirmou desde Bruxelas na quinta-feira que está a preparar uma lista de candidatos, que irá liderar, com o nome "Juntos pela Catalunha" (Junts pel Catalunya) e que inclui nomes do seu Partido Democrata Europeu Catalão (PDeCAT) e independentes.

Ainda que a Câmara do Conselho de Bruxelas aprove o pedido da Justiça espanhola, os políticos separatistas preveem esgotar todos os recursos jurídicos disponíveis, o que poderia prolongar o processo de Puigdemont e seus aliados na Bélgica, pelo menos até janeiro de 2018.

O promotor belga considerou nesta sexta-feira que os motivos das acusações de rebelião e sedição tinham equivalentes no Direito belga, mas não a de prevaricação, segundo os advogados.

Localizada a 70 quilómetros de Madrid, Estremera, inaugurada em 2008, é uma das penitenciárias mais avançadas de Espanha, na qual se encontram detidos em prisão preventiva os ex-membros do Governo da Catalunha destituído, depois de decisão da magistrada judicial da Audiência Nacional. Em Gotemburgo, na Suécia, para uma reunião da União Europeia, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, disse que respeita a independência do Judiciário e aceitará a decisão.

A estadia de Puigdemont na Bélgica colocou o governo local de coalizão em uma situação delicada, gerando atritos com o Executivo de Rajoy, incomodado pelos chamados ao diálogo e pela condenação da violência na Catalunha por parte de seu homólogo belga.

Apesar de o anúncio da decisão do juiz estar marcado para 4 de dezembro, Carles Puigdemont pode manter-se na Bélgica pelo menos até um mês para lá disso, já que pode interpor recurso caso a sua defesa discorde da sentença da justiça belga.

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