PSP interrompe velórios de vítimas mortais da legionela

PSP interrompe velórios de vítimas mortais da legionela

O Ministério Público ordenou as autópsias das duas vítimas por serem "essenciais para a investigação".

O corpo de uma das vítimas do surto de 'legionella' ( também conhecida como doença do legionário) no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, foi recolhido pela Polícia de Segurança Pública (PSP) quando estava a decorrer o velório numa igreja de Campo de Ourique, por ordem do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), do Ministério Público.

Já na Igreja do Santo Condestável, onde se encontrava outra vítima da infeção de legionela, os agentes da PSP disseram que se tratava de um caso de saúde pública, pelo que teriam de levantar o corpo da mulher de 70 anos para que fosse autopsiado. "Foi difícil para as famílias e é uma situação desconfortável para nós", admitiu o Comando Metropolitano de Lisboa, citado pelo Observador. "As pessoas estavam desagradadas com a situação, o que é natural, mas não houve problemas de maior", disse a PSP. O corpo foi levado para autópsia no Instituto de Medicina Legal.

O MP esclareceu a medida, afirmando, em comunicado, que, com a abertura de um inquérito, e "tendo sido noticiadas mortes, entendeu-se, desde logo, que a realização de autópsia e de perícias médico-legais era essencial para a investigação em curso".

Os corpos das vítimas, que tinham sido libertados do Hospital Santa Maria e do Hospital dos Lusíadas, foram depois encaminhados para o Instituto de Medicina Legal de Lisboa. O surto de legionella no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, que já causou dois mortos e infetou pelo menos 35 pessoas.

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