Porta-voz nega envolvimento do Exército com mortes em São Gonçalo

Porta-voz nega envolvimento do Exército com mortes em São Gonçalo

Seis dos sete mortos foram identificados como: Marcelo da Silva Vaz, que a família diz que era motorista de aplicativo, Vitor Hugo Coelho, Márcio Melanes Sabino, Josué Coelho, Luiz Américo da Silva, Bruno Coelho e Lorran de Oliveira Gomes. Segundo eles, as vítimas estavam em um baile funk quando homens chegaram em veículos da corporação, atirando e causando pânico e correria. Ao chegarem no local, encontraram alguns corpos. A ação teria sido realizada pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Os peritos vão identificar o tipo de arma e quantos tiros mataram os jovens.

"Os militares que participaram da ação estavam com os policiais da Core e estavam a bordo de três blindados, que foram usados na operação". O número de militares que esteve no local ainda não foi passado à DHNSG. Parentes de vítimas acusam a Polícia Civil pelas mortes. Por isso, os homens do Exército que participaram da ação não foram ouvidos. Ele garantiu que se tratou de uma participação rotineira de apoio a uma ação de levantamento da Core que esbarrou em uma situação grave dentro da comunidade.

Segundo o coronel, não houve confronto com traficantes e não há o que investigar. Foram apreendidos durante a operação um fuzil, sete pistolas, cinco carregadores, munições, rádios transmissores, drogas e celulares.

Em nota, a Polícia Civil não comentou as acusações, apenas respondeu que as investigações sobre o caso estão sendo feitas pela Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo.

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