Polícia Federal mira esquema de desvio em contratos da Caixa

Polícia Federal mira esquema de desvio em contratos da Caixa

Agentes da Polícia Federal em Brasília estão cumprindo 10 mandados de busca e apreensão por meio da Operação Backbone, que apura desvios de cerca de R$ 400 milhões em recursos públicos por meio de contratos na área de tecnologia da informação (TI) da instituição. Além disso, parte dos valores recebidos era distribuída pela empresa de consultoria para os demais membros da organização criminosa. "A Caixa informa ainda que não houve busca e apreensão em suas dependências e que continua prestando irrestrita colaboração com a Polícia Federal".

De acordo com a PF, para justificar o acréscimo patrimonial, os empregados da CEF e o sócio administrador da empresa de consultoria celebravam contratos de compra e venda de imóveis, viabilizando assim o branqueamento de capitais.

As investigações apontam que empregados da CEF, junto com o sócio administrador da empresa de consultoria, teriam recebido vantagens indevidas repassadas por empresas de TI, para cometer irregularidades na formalização e fiscalização dos contratos dessas empresas com a CEF.

O grupo seria formado por empregados do banco, empresários da área de TI e uma empresa de consultoria pertencente a um ex-empregado da Caixa.

O nome Backbone faz referência à espinha dorsal de um sistema de rede de computadores. Se constatadas as fraudes, os envolvidos devem responder por participação em associação criminosa, corrupção ativa e passiva.

Todo o dinheiro gasto com a Microsoft empalidece frente a um contrato de R$ 518 milhões em três anos com a SAP, através do qual o banco decidiu consolidar 80 sistemas legados usando a aplicação da SAP para core banking.

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