Planalto admite que reforma da previdência não será a planejada pelo governo

Planalto admite que reforma da previdência não será a planejada pelo governo

Após reunião de líderes da Câmara com o presidente Michel Temer na noite desta segunda-feira, o deputado Beto Mansur (PRB-SP), vice-líder do governo na Casa, disse que os líderes da base farão uma "reanálise" junto às bancadas para ver a possibilidade de se votar a reforma da Previdência.

"Eu vejo muitas vezes que muitos pretendem derrotá-la, supondo que derrotando-a estão derrotando o governo".

Temer ressaltou que uma derrota da proposta não significaria um fracasso de seu governo, que, na sua opinião, nunca falhou.

"Tem desgaste e cabe ao governo reorganizar a sua base e repactuar a sua base para que a gente possa voltar a ter número suficiente para votar a Previdência", disse Maia, em entrevista a jornalistas na saída da reunião de líderes da Câmara. "É um governo que deu certo até hoje, que não falhou em um momento sequer", disse.

Sem citar nomes, o presidente destacou que seu governo conseguiu derrotar, com a ajuda do Congresso, "aqueles que pretendiam colocar o Brasil em uma crise política" e "derrubar o presidente da República".

Segundo ele, o importante é que seja feito algum avanço na área, ainda que o texto aprovado não seja o conjunto de medidas proposto inicialmente pela equipe econômica.

O presidente afirmou que continuou trabalhando "apesar das infâmias" contra ele, e que os próximos 14 meses de governo serão de prosperidade.

Temer defendeu ainda a aprovação da reforma como um "fecho" das mudanças promovidas por sua gestão no país nos setores da educação e trabalho.

"Se em um dado momento a sociedade não quiser a reforma previdenciária, a mídia não quiser a reforma previdenciária e o Poder Legislativo ecoe a voz da sociedade e também não queira aprová-la, paciência, porque continuarei a trabalhar pro ela", afirmou.

Após a reunião com líderes da base, Rodrigo Maia afirmou que não há votos necessários para a aprovação da Previdência e que o governo precisa "repactuar" a base e "entender o desgaste" dos deputados que votaram contra a denúncia. Segundo o parlamentar fluminense, essa reorganização é necessária pois os deputados saíram "machucados", ou seja, desgastados da votação das duas denúncias contra o presidente Michel Temer na Casa.

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