Picciani pede licença da Alerj

Picciani pede licença da Alerj

Jorge Picciani teve bloqueados pela Justiça R$ 154.460.000,00. O objetivo seria se dedicar à sua defesa na Justiça, retornando ao legislativo apenas no ano que vem.

A Turma de desembargadores analisou os pedidos de prisão feitos pelo Ministério Público Federal (MPF) com base em investigações e depoimentos revelados pela Operação Cadeia Velha. Eles são acusados de receber propina para favorecer empresas do setor de construtoras e concessionárias de transporte público, em troca de decisões favoráveis no legislativo fluminense. Esse foi o motivo para o pedido de prisão dos deputados.

A soltura ocorreu pouco mais de uma hora após o fim da sessão na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que decidiu pela soltura, revogando decisão do TRF-2.

Os três integram a cúpula do PMDB no estado e são investigados pela Operação Cadeia Velha, que apura a prática dos crimes de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas pela presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e outros cargos na Casa. A empresa, gerenciada por seu filho e comandada pela família Picciani há 33 anos, teve a conta bloqueada como parte da operação. Desta vez, porém, com total acesso a todo e qualquer cidadão interessado. O requerimento à Justiça pede a realização de uma nova sessão, que repita a votação, permitindo o acesso às galerias.

No pedido divulgado hoje (19), o MP alega que o presidente em exercício da Alerj durante a sessão, deputado Wagner Montes (PRB), e a mesa diretora ignoraram a liminar que determinava que a sessão fosse aberta para todos os cidadãos. A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estado.

O Ministério Público do Rio de Janeiro impetrou mandado de segurança pedindo que a sessão que libertou os deputados estaduais do PMDB Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi seja anulada na Assembleia Legistativa do Rio (Alerj).

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