Pagamento de 13º inserirá R$ 2 bi na economia do RN

Pagamento de 13º inserirá R$ 2 bi na economia do RN

A estimativa é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que ainda prevê que, em todo o país, a economia vai receber R$ 200 bilhões com o crédito deste benefício nas contas dos trabalhadores. Este montante representa aproximadamente 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e será pago aos trabalhadores do mercado formal, inclusive os empregados domésticos; aos beneficiários da Previdência Social e aposentados e beneficiários de pensão da União e dos estados e municípios. O rendimento médio desses grupos é de R$ 2.585,62, um acréscimo de R$ 53,76, em termos monetários.

As informações foram divulgadas ontem (8) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com apropriação dos dados da Relação Anual de Informação Social (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) ambos do Ministério do Trabalho.

No Estado, os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários representam 56%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 44%. O levantamento não considera trabalhadores autônomos e assalariados sem carteira que devem receber algum tipo de abono de fim de ano. Além disso, não há distinção dos casos de categorias que recebem ao menos parte do 13º antecipadamente, conforme definido, por exemplo, em acordo coletivo de trabalho (ACT) ou convenção coletiva de trabalho (CCT). "É o 13º salário que suporta as compras e festas de fim de ano, o pagamento de impostos em janeiro e serve também para custear a matrícula e o material escolar", diz.

Do total a ser pago, R$ 132,7 bilhões (66,2%) são destinados a trabalhadores formais. Outros 33,8% dos R$ 200,5 bilhões, ou seja, perto de R$ 67,7 bilhões, serão pagos aos aposentados e pensionistas. O valor equivale a mais de 3% do PIB. Em relação a 2016, quando o montante teria sido de R$ 191,4 bilhões, o valor apurado em 2017 cresceu 4,7%, o que significaria aumento de 1,4% acima da inflação prevista para o ano.

Praticamente a metade do montante (49,4% do total) será destinada a trabalhadores nos estados da Região Sudeste, seguido pela Região Sul (16,2%), Nordeste (15,9%), Centro-Oeste (9%) e Norte (4,7%).

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