MPF: Lula reafirmou venda de fumaça para beneficiar filho

MPF: Lula reafirmou venda de fumaça para beneficiar filho

Lula, o filho e o casal de lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni foram denunciados pelo Ministério Público Federal em dezembro do ano passado. O tucano presou depoimento em setembro e garantiu ao juiz Vallisney que o governo federal já tinha interesse em adquirir os aviões da Saab em 2002, portanto muito antes da suposta atuação ilegal de Lula pela efetivação da compra.

O Ministério Público Federal (MPF) pediu o bloqueio de R$ 23,9 milhões do ex-presidente Lula e do seu filho caçula, Luis Cláudio, no âmbito da operação Zelotes. A Procuradoria da República em Brasília requereu o bloqueio de R$ 21,4 milhões de Lula e de R$ 2,5 milhões de Luís Cláudio. O juiz Vallisney Oliveira também mandou Mauro Marcondes e Cristina Mautoni se manifestarem sobre o pedido da Procuradoria. Nela, o MPF diz que houve tráfico de influência na edição de uma medida provisória, editada em 2015, de incentivos fiscais a montadoras de veículos, e nas negociações em torno da compra dos caças suecos pelo governo federal, em 2013.

"As provas existentes nos autos, portanto, mostram com absoluta segurança que o ex-presidente Lula e Luís Cláudio não tiveram qualquer participação da compra dos caças suecos, tampouco na sanção presidencial do artigo 100 da Medida Provisória 627/2013". Vara Federal de Brasília. De acordo com a polícia, Luís Cláudio era ligado às empresas. Como não poderia deixar de ser, nenhum dos depoimentos coletados ao longo das audiências confirmou as descabidas hipóteses acusatórias descritas na denúncia e por isso sequer foram referidos no requerimento. "Lula jamais recebeu valores da Marcondes e Mautoni ou de terceiros por ela representados". - leia o texto na íntegra ao final.

"Essa ação penal integra o rol de ações propostas contra Lula e seus familiares sem qualquer materialidade, com o objetivo de perseguição política".

O MPF, por outro lado, afirma que Lula foi o "responsável pelo retorno financeiro" que Mauro e Cristina obtiveram junto às empresas supostamente beneficiadas pela interferência do ex-presidente no governo Dilma.

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