Ministério Público investiga surto de legionela que já causou dois mortos

Ministério Público investiga surto de legionela que já causou dois mortos

Ao Correio da Manhã, a diretora geral da Saúde, Graça Freitas, confirmou que "o procedimento de emissão dos certificados de óbito decorreu dentro da normalidade, uma vez que os médicos declararam conhecimento da causa de morte".

As duas cerimónias fúnebres tinham sido adiadas para que se realizassem as autópsias, ordenadas pelo Ministério Público (MP).

De acordo com o Ministério Público da Justiça, em declarações à Lusa, o processo no Instituto de Medicina Legal "foi concluído às 13h00", e os corpos ficaram "desde essa hora prontos para serem levantados". O MP, que abriu uma investigação às duas mortes, na sequência do surto de Legionella do Hospital S. Francisco Xavier, ordenou as autópsias às duas vítimas mortais por considerar estas diligências "essenciais" para a investigação.

O ministro da Saúde lamentou hoje o "incómodo e perturbação" causado à família da vítima de 'legionella' que se encontrava a ser velada na terça-feira, quando a polícia recolheu o corpo para autópsia.

As autoridades de saúde indicaram hoje que o surto de 'legionella' no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, entrou numa fase descendente, havendo indícios de que as medidas corretivas já estão a surtir efeito. A decisão obrigou à interrupção dos velórios por parte de elementos da PSP que levaram os dois corpos até ao Instituto de Medicina Legal.

Em comunicado, emitido na noite de terça-feira, o Ministério Público explicou que "a realização de autópsia e de perícias médico-legais era essencial para a investigação em curso". "Consciente da sensibilidade da situação, o Ministério Público não pode deixar de lamentar o ocorrido bem como o sofrimento que daí resultou para os familiares das vítimas".

O Presidente da República disse hoje ter sido informado pelo ministro da Saúde de que, segundo as últimas análises, "neste momento, não há traços ou sinais da existência de 'legionella'" no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.

O corpo do advogado Simão José Santiago, de 77 anos, ex-chefe de gabinete do secretário de Estado da Indústria do IV Governo provisório de Vasco Gonçalves, estava a ser velado na casa mortuária junto ao Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e o corpo de Graça Ribeiro, de 70 anos, estava na Igreja de Santo Condestável, em Campo de Ourique.

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