Líbano fez um pedido à Arábia Saudita para fazer uma declaração

Líbano fez um pedido à Arábia Saudita para fazer uma declaração

Hariri anunciou a demissão quando se encontrava de visita à Arábia Saudita e ainda não regressou ao país.

Segundo um documento interno facilitado à AFP por diplomatas árabes, o Barein e os Emirados Árabes apoiaram o pedido da Arábia Saudita, também aprovado pelo Djibuti, que ocupa a presidência rotativa da Liga Árabe, com sede no Cairo.

O pedido da Arábia Saudita foi motivado pelo disparo do míssil em 4 de novembro pelos rebeldes iemenitas Houthi, apoiados pelo Irã, e interceptados pelos sauditas perto da capital, segundo a fonte.

O príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman acusou então Teerão de "agressão militar direta" ao seu país. O Irã negou qualquer envolvimento, pedindo que a Arábia Saudita "não brinque com fogo".

Para convocar a reunião extraordinária no Cairo, Riade também mencionou o incêndio de um oleoduto que interrompeu momentaneamente no sábado a distribuição de petróleo saudita ao Bahrein.

"As violações cometidas pelo Irã na região árabe prejudicam a segurança e a paz, não só na região árabe, mas no mundo", de acordo com o memorando.

Em 5 de junho, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Barein e Egito romperam relações diplomáticas com o Catar, que acusam de "apoiar o terrorismo" e se aproximar do Irã.

Em pronunciamento realizado nesta sexta-feira, Nasrallah disse que estava certo de que Hariri, que renunciou na semana passada, foi forçado a deixar o posto como parte da política da Arábia Saudita de interferir nos assuntos do Líbano.

Devido ao seu silêncio, surgiram acusações de que o primeiro-ministro libanês estaria detido em Riad e que estaria a ser manipulado pelo reino saudita para causar danos ao Irão e ao Hezbollah libanês, o partido milícia que faz parte do seu governo.

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