IPCA de outubro sobe 0,42% ante +0,16% em setembro, revela IBGE

IPCA de outubro sobe 0,42% ante +0,16% em setembro, revela IBGE

O resultado de outubro fez a taxa acumulada em 12 meses subir de 2,54% em setembro para 2,70%. Em 2017 o IPCA já chega 2,21%, abaixo do registrado no mesmo período de 2016, quando chegou a 5,78%.

Os produtos alimentícios tiveram queda de 0,11% em outubro. O impacto desse grupo no IPCA todo foi de 0,21 ponto percentual no mês passado.

Pelo sexto mês consecutivo, o grupo dos alimentos apresentou queda (-0,05%), porém bem menos intensa do que a registrada em setembro (-0,41%). Tal sequência de variações negativas ocorreu, também, no período de abril a setembro de 1997, com seis meses seguidos de queda nos alimentos.

Mesmo com a tendência de alta no final deste ano, a inflação permanece em níveis bastante baixos e mantém o caminho livre para o BC levar a Selic a mínimas históricas nos próximos meses. No ano, o grupo acumula recuo de 2,02%, menor resultado para o período desde o Plano Real.

Pelo lado das altas, o grupo Habitação, com variação de 1,33% e impacto de 0,21 p.p., dominou o IPCA do mês, sendo responsável por metade dele. Isso por conta da energia elétrica, em média 3,28% mais cara. Em setembro, vigorava a bandeira tarifária amarela, com acréscimo de R$ 2,00 a cada 100 kWh consumidos.

Os combustíveis também aumentaram em outubro. Com isso, a inflação está em 2,54% no acumulado de 12 meses. É a menor variação para outubro desde 1998 (1,44%).

Quanto aos índices regionais, as variações ficaram entre -0,22%, registrado no Rio de Janeiro, e 1,50%, em Goiânia.

Segundo o IBGE, os principais responsáveis pelo aumento no mês foram o preço da energia elétrica, que subiu por causa da entrada em vigor do patamar 2 da bandeira vermelha, que gerou um aumento nas contas de luz de R$ 3,50 para cada 100 Kilowatt-hora (kWh) consumidos, e o preço do botijão de gás de até 13 kg, que sofreu reajustes nas refinarias por parte da Petrobras.

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