IBGE: Indústria ainda está longe de se recuperar das perdas recentes

IBGE: Indústria ainda está longe de se recuperar das perdas recentes

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (1) os resultados da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física - Brasil (PIMPF Brasil), que mostrou um crescimento de 2,6% na indústria em setembro, na série sem ajuste sazonal e na comparação ao mesmo mês do ano passado.

Esse cenário fica evidente nas leituras trimestrais.

Segundo os dados, de agosto para setembro deste ano duas das quatro grandes categorias econômicas e oito dos 24 ramos pesquisados apresentaram taxas positivas. Entre os setores, as principais influências positivas foram coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (6,7%) e produtos alimentícios (4,1%), com ambos revertendo os resultados negativos do mês anterior: -1,5% e -4,8%, respectivamente. Nos acumulado de 12 meses o avanço foi de 0,4%. As indústrias extrativas e os veículos automotores, reboques e carrocerias cresceram 1% cada. A categoria de bens de consumo duráveis cresceu 2,1%, a maior expansão do mês e terceiro mês seguido de aumento, acumulando ganho de 9,6%.

De janeiro a setembro a produção de móveis no País cresceu 1,8% em relação ao mesmo período de 2016.

Segundo André Macedo, gerente da pesquisa, "em todas as comparações, o setor de veículos automotores aparece como um componente positivo para o resultado da indústria".

De acordo com o IBGE, os índices do setor industrial foram positivos tanto no fechamento do terceiro trimestre deste ano, com 3,1%, quanto para o acumulado dos nove meses, com 1,6%.

Nos 16 ramos que apresentaram redução no mês, os produtos farmoquímicos e farmacêuticos tiveram queda de 20,9% após dois meses de expansão com ganho acumulado de 7,7%.

Os segmentos de bens de capital, com 0,6% e de bens intermediários, com 0,2% também cresceram no nono mês do ano, enquanto o setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis apontou o único resultado negativo no mês, com queda de 0,1%.

O segmento de bens intermediários apontou crescimento de 1,9% em setembro de 2017, quinta taxa positiva consecutiva e a mais elevada desde maio último (3,3%).

No acumulado de 2017, a indústria brasileira avançou 1,6% com resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 26 ramos, 48 dos 79 grupos e 52,4% dos 805 produtos pesquisados. Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (14,8%) e indústrias extrativas (6,1%) exerceram as maiores influências positivas na média da indústria, impulsionadas, em grande parte, pelos itens automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques, veículos para transporte de mercadorias, caminhões e autopeças, na primeira; e minérios de ferro, óleos brutos de petróleo e gás natural, na segunda.

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