Iêmen enfrenta maior crise de fome das últimas décadas — ONU

Iêmen enfrenta maior crise de fome das últimas décadas — ONU

A coligação encerrou na segunda-feira todas as fronteiras do Iémen em resposta a um disparo de um míssil durante o fim de semana anterior pelos rebeldes Huthis iemenitas, intercetado perto de Riade e condenado pelo Conselho de Segurança da ONU.

As organizações e agências de ajuda humanitária não têm acesso ao país, estando impedidas de fazer aterrar aviões ou atracar em qualquer porto iemenita, agravando assim ainda mais a situação humanitária provocada pela guerra.

Segundo Mark Lowcock, que visitou recentemente o Iémen, a fome que o país enfrenta não é a mesma que fustigou o Sudão do Sul e a Somália.

Pouco depois dessa advertência de Lowcock, o Conselho de Segurança solicitou à coalizão que abrisse todos os portos e aeroportos do país para a entrega de ajuda humanitária, segundo o embaixador italiano Sebastiano Cardi, encarregado da presidência do organismo. "Será a pior crise deste género nas últimas décadas e fará milhões de vítimas". Segundo a ONU, estão em risco de fome severa e de ser infetadas pela epidemia sete milhões de pessoas.

Na terça-feira, um carregamento de pastilhas de cloro da Cruz Vermelha, que são usadas para a prevenção do cólera, foi bloqueado na fronteira norte do Iêmen, informou o organismo.

A Arábia Saudita está envolvida em um conflito violento com os rebeldes iemenitas houthis por mais de dois anos.

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