Há mais milionários em Portugal

Nos 12 meses até meados de 2017, a riqueza global cresceu a um ritmo mais acelerado do que nos últimos anos, com a riqueza média por adulto a atingir um novo recorde.

A riqueza global cresceu 27% nos últimos dez anos e após o início da crise financeira financeira, segundo o Global Wealth Report do Credit Suisse Research Institute de 2017.

A lista é encabeçada, além dos EUA, pelo Japão (2,693 milhões), o Reino Unido (2,189 milhões), a Alemanha (1,959 milhões) e a China (1,953 milhões).

O banco suíço antecipa que ao longo dos próximos cinco anos aumente o número de milionários em Portugal: em 2022, 77 mil portugueses deverão ter uma fortuna avaliada em 100 mil dólares. Será o segundo melhor ritmo entre os países observados, com a Argentina na liderança, com uma taxa de crescimento de 127%, para 68 mil milionários. Na foto por região, a América Latina terá um incremento de 54%, para 706 mil milionários, enquanto a África crescerá 73%, com 210 mil pessoas no grupo dos mais ricos.

O banco avalia que a renda do país alcança os 93,6 trilhões de dólares, 33% da riqueza mundial e reúne a maior quantidade de fortunas individuais do mundo, que, por sua vez, controlam mais de 1% da riqueza global.

Em um ano, riqueza da China cresceu 6,3% e da Europa, 6,4%. "Em nosso mercado doméstico, a Suíça, a riqueza por adulto aumentou mais de 40% durante esse período e continua liderando o ranking global", disse Urs Rohner, presidente do Credit Suisse. Isto reflete ganhos generalizados nos mercados de ações combinados com aumentos semelhantes em ativos não financeiros, que pela primeira vez neste ano ultrapassaram o nível de 2007, antes da crise. A América Latina apresentou avanço de 3,9%, uma boa performance comparada aos anos recentes, mas abaixo do padrão dos seus pares no ano. "Em linha com isso, a riqueza média por adulto caiu 35% desde 2011", aponta o relatório.

O Brasil está entre os muitos países nos quais a maioria dos cidadãos possue uma riqueza de entre US$ 10 mil e US$ 100 mil, mas a desigualdade é relativamente elevada.

A desigualdade na distribuição replica o conjunto avaliado pelo Credit Suisse.

Em comparação, a média em nível global é de US$ 56,5 mil, o que representa um aumento de 4,9% e um novo recorde. Por outro lado, 36 milhões de milionários, que correspondem a 1% da população adulta global, possui 46% da riqueza.

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