Em Pequim, Trump coopera com esforços da China para controlar imagem

Em Pequim, Trump coopera com esforços da China para controlar imagem

Apesar de não ter detalhado a forma de encontrar uma "solução" para a península coreana, Trump insistiu na necessidade de formar uma frente unida para combater Kim Jong-Un.

Nessa conexão, ele afirmou ao seu homólogo chinês, Xi Jinping, que "se deve atuar rápido" no que se refere ao problema da Coreia do Norte.

Trump visita Pequim deste quarta-feira, na sua segunda parada de uma visita à Ásia.

Num discurso na capital chinesa, no rescaldo de uma reunião privada com o Presidente chinês, Trump também causou surpresa quando declarou: "Não culpo a China" por "se aproveitar" dos EUA - uma referência às estratégias de comércio global de Pequim, que o líder norte-americano acusou no passado de manipular o valor da sua divisa para anular a competição a nível mundial.

Mas ressaltou que Washington tem "sinais claros" que mostram que as medidas provocaram um impacto na economia norte-coreana.

As relações comerciais com a China eram o outro grande tema da visita.

Após o anúncio de acordos entre empresas americanas e chinesas, Trump disse que EUA e China "precisam lidar imediatamente com as práticas comerciais desleais que provocam" o déficit comercial americano com o gigante asiático, assim como com questões de acesso ao mercado, transferências forçadas de tecnologia e roubo de propriedade intelectual. Xi sorriu diante de algumas das declarações do visitante, entre elas a de que a China não pode ser considerada culpada pelo desequilíbrio na balança comercial entre os países.

"(Estes acordos) permitem a Trump se apresentar como um mestre no fechamento de acordos, ao mesmo tempo distraindo da falta de progresso em reformas estruturais no relacionamento comercial bilateral", opinou Hugo Brennan, analista de Ásia da consultoria de risco Verisk Maplecroft, em uma nota.

"Prosseguir com a abertura é nossa estratégia a longo prazo".

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