Dos 13 milhões de desempregados no Brasil, 63,7% são negros — IBGE

Dos 13 milhões de desempregados no Brasil, 63,7% são negros — IBGE

O Brasil tinha, no terceiro trimestre, 2,847 milhões de pessoas em busca de emprego há dois anos ou mais, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego entre esta parcela da população chegou a 14,6%, contra 9,9% dos trabalhadores brancos. Para Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, é um sinal de que o pior do mercado de trabalho já ficou para trás. Os recordes consideram a série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. No terceiro trimestre de 2014, o índice era de 2,9%.

O desemprego em Santa Catarina alcançou a taxa de 6,7% no terceiro trimestre deste ano, 4,85% maior que na comparação com o mesmo período do ano passado.

"Entre os diversos fatores, estão a falta de experiência, de escolarização e de formação de grande parte da população de cor preta ou parda", afirma. Claro que se avançou muito, mais ainda tem que se avançar bastante, no sentido de dar a população de cor preta ou parda igualdade em relação ao que temos hoje na população de cor branca.

Os dados da Pnad Contínua revelam ainda que a crise econômica empurou a população preta e parda para a informalidade.

Os dados do IBGE mostram que o percentual de pretos e pardos com carteira assinada pelo setor privado (71,3%) é menor do que a média (75,3%) e que, em geral, esse grupo é maioria em grupamentos econômicos que pagam menores salários, como Agricultura, Construção, Alojamento e alimentação e Serviços Domésticos.

Além disso, mais de 1 milhão de trabalhadores pretos ou pardos atuavam como ambulante no terceiro trimestre de 2017 (ou 66,7% do total).

Artigos relacionados