Disputa entre PF e MPF só beneficia o crime organizado, diz Segovia

Disputa entre PF e MPF só beneficia o crime organizado, diz Segovia

A cerimônia de posse do novo diretor-geral da PF ocorre nesta segunda, na sede do Ministério da Justiça, pasta a qual a corporação está subordinada. O que a PF pretende é aumentar, ampliar o combate à corrupção. Durante cerimônia realizada no Ministério da Justiça, ele afirmou que a prioridade será o combate à corrupção e prometeu independência partidária nas ações futuras.

Cumprimentando o presidente Michel Temer, presente ao encontro, Segóvia disse que aceita com imensa honra e senso de responsabilidade a missão de comandar a PF. Ele afirmou que atuará no combate ao crime organizado e citou especialmente a Lava Jato, embora não tenha dado detalhes. A posse foi acompanhada pelo presidente Michel Temer, que não discursou, e por autoridades como o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), também alvo da Lava Jato. "Há hoje uma infeliz e triste situação de uma disputa institucional de poder entre a PF e o MPF".

Além dos desafios na administração da PF, o novo diretor-geral também tem pela frente o desafio de esvazias as suposições levantadas sobre o apadrinhamento político responsável pela sua condução ao cargo.

O Ministério Público Federal sustenta que o acordo pressupõe a participação dos agentes que são parte no processo - o que engloba a instituição, mas não a Polícia Federal. "Confio muito no espírito de maturidade institucional e profissional dos membros dessas instituições, que neste moimento têm a oportunidade de escrever um, novo capitulo de sua história, deixando de lado a vaidade e a sede de poder", comentou.

Daiello, que pediu aposentadoria no último dia 9, disse ainda que a carreira de policial não é fácil e que muitas vezes teve que abrir mão de sua vida pessoal. Então não será só uma ampliação, uma melhoria na Lava Jato, será em todas as operações que a PF já vem empreendendo. "Nós resolvemos problemas, enfrentamos dificuldades e superamos limites", acrescentou. "Na verdade, o nosso grande patrimônio são os servidores, que acreditam na Polícia Federal forte e republicana", disse.

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