Desemprego recua para valor mais baixo desde abril de 2008

Desemprego recua para valor mais baixo desde abril de 2008

"Mas continua a ser alto".

Em 2015 e 2016 os indicadores começaram a afastar-se destes patamares historicamente elevados, com a taxa de risco pobreza a recuar para 19%, primeiro, e para os 18,3% depois.

Já as mulheres têm um maior risco de pobreza. "A taxa de pobreza para a população adulta em idade ativa reduziu-se ligeiramente, de 18,2% em 2015 para 18,1% em 2016", conclui o INE. Estes valores continuam, contudo, aquém do patamar dos 17,9% de taxa de risco de pobreza registados em 2009, quando a crise começou a despontar. No estudo, a taxa do risco de pobreza correspondia à proporção de habitantes com rendimentos líquidos inferiores a 454 euros por mês.

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O alívio da incidência da pobreza ocorreu sobretudo entre as crianças e jovens com menos de 18 anos (baixou e 22,4% para 20,7%) e a população idosa (em que a percentagem de população pobre baixou de 18,3% para 17%). Também houve, em 2017, uma diminuição das pessoas "em privação material (18,0%, que compara com 19,5% em 2016) e em privação material severa (6,9%, que compara com 8,4% em 2016)".

Já o contributo das transferências sociais, relacionadas com a doença e incapacidade, família, desemprego e inclusão social para a redução do risco de pobreza foi de 5,3 pontos percentuais em 2016, inferior ao valor observado em 2015.

Outro indicador que permite verificar precisamente, que a situação ainda está longe dos níveis pré-crise, prende-se com a taxa de pobreza ancorada em 2009 em que se pretende apurar o universo de população pobre à luz do limiar de pobreza de 2009. Em relação ao mês anterior, a primeira aumentou 0,1 pontos percentuais e a segunda diminuiu 0,1 pontos percentuais.

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