Defesa de Marin em Nova York põe culpa em Del Nero

Defesa de Marin em Nova York põe culpa em Del Nero

A defesa do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, usou como um dos argumentos para tirar dele a responsabilidade no esquema de recebimento de propina no futebol sul-americano o fato de Marco Polo Del Nero ser o poderoso na gestão da entidade.

"Estava no campo mas não participava do jogo", disse o advogado, sugerindo que não fazia nada sem Marco Polo del Nero. Lá estão um bando de crianças tentando fazer gols e tentando se defender.

"Marin sempre estava com Del Nero".

O advogado de Del Nero, Jose Roberto Batochio, em contrapartida, afirmou que todos os contratos assinados pela CBF no período investigado não foram assinados por Del Nero. Marin estava fora, estava à margem.

Como era o vice-presidente mais velho, Marin assumiu a presidência em março de 2012, quando Ricardo Teixeira renunciou, até abril de 2015. Por isso peço que vocês voltem até a analogia que fiz: Marin era alguém que só completava o time. "Os acusados trapacearam o esporte para encher seus bolsos com dinheiro que deveria ter sido gasto para beneficiar o jogo, não a si mesmos", pontuou.

Um total de 42 ex-dirigentes do futebol, empresários e um banqueiro, assim como três empresas, são protagonistas da acusação de 236 páginas que detalha 92 crimes em 15 esquemas de corrupção separados, com mais de 200 milhões de dólares em subornos. A investigação derrubou o então presidente da Fifa, Joseph Blatter, e seus prováveis sucessores.

Começou nesta segunda-feira, no Tribunal Federal do Brooklyn, em Nova York, o julgamento de José Maria Marin, ex-presidente da CBF, acusado de corrupção em contratos referentes à Copa do Brasil, Libertadores e Copa América.

Em espera. Os três acusados estão em prisão domiciliar desde sua detenção e extradição aos Estados Unidos.

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