Contas do governo têm saldo positivo após seis meses no vermelho

Contas do governo têm saldo positivo após seis meses no vermelho

Ana Paula Vescovi, a secretária do Tesouro Nacional, disse que o governo terá de fazer cortes adicionais no Orçamento de 2018 caso o Congresso não aprove seu pacote de medidas fiscais. O resultado reúne as contas do Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência social.

Mesmo beneficiado pela alta de receitas no mês, especialmente com a entrada de R$ 5 bilhões do Refis, e pela antecipação do pagamento de precatórios para o primeiro semestre do ano, o resultado foi menor que o saldo positivo de R$ 40,814 bilhões de outubro de 2016 - que, por sua vez, foi inflado pelos recursos do programa de repatriação (R$ 46,8 bilhões). Essa conta, porém, não inclui os gastos com o pagamento dos juros da dívida pública.

Nos dez primeiros meses deste ano, as receitas com concessões registraram forte queda, para R$ 5,18 bilhões, contra R$ 21,36 bilhões no mesmo período do ano passado. Também houve a injeção de R$ 1,1 bilhão em mais precatórios não sacados.

Ela ressaltou ainda que a piora do resultado primário até outubro de 2017, na comparação em relação em 2016, deverá ser revertida nos últimos dois meses do ano. São R$ 12 bilhões de hidrelétricas, pagos em novembro, e R$ 10 bilhões de concessões de petróleo e R$ 3 bilhões de aeroportos previstas para dezembro.

Já as despesas somaram R$ 98 bilhões, subindo 4,7% ante o mesmo mês do ano passado.

No acumulado em 12 meses, o deficit é de R$ 207,3 bilhões -ou seja, R$ 48,3 bilhões acima da nova meta fiscal, mais folgada, de R$ 159 bilhões (o objetivo anterior era um rombo de R$ 139 bilhões).

Se as medidas forem aprovadas pelo Congresso, os espaço para o gasto discricionário ainda cairá, mas para R$ 108 bilhões. Desse total, R$ 15,073 bilhões são restos a pagar, ou seja, despesas de anos anteriores que foram transferidas para 2017. De janeiro a outubro do ano passado, os investimentos totais haviam somado R$ 41,335 bilhões.

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