CNT: estrada entre Tocantins e Bahia é a pior do Brasil

CNT: estrada entre Tocantins e Bahia é a pior do Brasil

A qualidade geral das rodovias brasileiras caiu em 2017, indica pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulgada nesta terça-feira. O estudo avaliou 15.076 km no Estado e concluiu que 10.526 km (69,8%) das vias mineiras estão em condições regulares, ruins ou péssimas considerando pavimento, sinalização e geometria (se é pista simples ou duplicada). Juntando todos os tipos, o grupo qualificado como regular, ruim ou péssimo atingiu 61,8% neste ano - contra 58,2% no ano passado.

As rodovias que ligam o município de Barracão ao de Cascavel, foi considerada a oitava pior do país.

O levantamento foi realizado por 24 equipes, que durante 30 dias percorreram 542 estradas federais e algumas estaduais, somando 106 mil km avaliados.

"Não há a menor dúvida de que só temos uma saída para as rodovias do País, que são as concessões rodoviárias", disse Flávio Benatti. Em 2017, 38,2% dos trechos foram classificados como em bom ou ótimo estado, abaixo dos 41,8% verificados em 2016.

O fato de as rodovias catarinenses estarem em condições piores que a média nacional chamou a atenção do presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), Ari Rabaiolli.

Em relação ao pavimento, o levantamento revelou que metade das estradas apresenta qualidade "regular, ruim ou péssima", um aumento de 1,7% em comparação ao ano passado.

O aspecto que mais se deteriorou no período analisado foi a sinalização das rodovias. Do conjunto, 8,9% foi classificado como "ótimo"; 29,3% como "bom"; 33,6% como "regular"; 20,1% como "ruim"; e 8,1% como "péssimo". Em 2016, o percentual era de 48,3%.

Para a CNT, a precariedade crescente das estradas reflete a queda nos investimentos federais e a crise econômica dos últimos anos.

Já a geometria da via, outro quesito avaliado pela pesquisa, manteve o mesmo resultado do ano passado: 77,9% da extensão das rodovias tiveram sua geometria avaliada como regular, ruim ou péssima e apenas 22,1% tiveram classificação boa ou ótima.

Os 96.362 acidentes, com 6.398 óbitos, registrados em 2016, nas rodovias federais policiadas, resultaram em um custo de R$ 10,88 bilhões para o país. "Este ano, até o junho, foram investidos apenas R$ 3,01 bilhões", frisa o estudo.

Segundo ele, a drástica redução dos investimentos públicos federais a partir de 2011 levou a um agravamento da situação das rodovias.

Para dotar o país de uma infraestrutura rodoviária adequada à demanda nacional, são necessários investimentos da ordem de 293,8 bilhões, segundo o Plano CNT de Transporte e Logística.

Artigos relacionados