Bruxelas adianta hoje 1,5 milhões de euros a Portugal — Incêndios

Bruxelas adianta hoje 1,5 milhões de euros a Portugal — Incêndios

Quanto às finanças públicas, Bruxelas volta a rever em baixa o défice nominal para este ano e dá razão à previsão de 1,4% do PIB de Mário Centeno.

Além disso, relativamente ao défice estrutural, para o qual o executivo aponta para uma redução de 0,5 pontos percentuais em 2018, a Comissão prevê agora que não registe qualquer melhoria em 2018, o que significa que está a antecipar um risco muito significativo de não cumprimento da correcção de 0,6 pontos que seria exigida no caso de cumprimento estrito das regras orçamentais europeias.

Para o conjunto da União Europeia, a Comissão Europeia espera um forte crescimento de 2,3% para este ano, contra 1,9% em Maio.

Já sobre o défice de 2018, Bruxelas mantém-se mais conservadora do que o Governo e aponta para um défice de 1,4%, superior ao 1% de Mário Centeno.

Em relação à dívida pública, as previsões da Comissão Europeia para 2018 são também menos optimistas que as do Governo, já que prevê duma descida de 126,4% do PIB em 2017 para 124,1% em 2018, ao passo que o OE para 2018 tem como meta uma dívida de 123,5% do PIB.

Se a despesa pública primária (excluindo juros da dívida pública) crescesse apenas 0,1% em termos nominais, ocorreria uma redução da despesa pública primária, em termos reais, correspondentes aos exigidos 0,6 p.p.de ajustamento estrutural, somente em resultado da taxa de inflação.

O mesmo acontece para o conjunto dos países da União Europeia, onde as previsões de crescimento eram de 1,9% em maio último e agora são de 2,3%.

Bruxelas faz ainda uma análise aos riscos que se colocam na frente orçamental e conclui que são sobretudo negativos, destacando "as incertezas em torno das perspectivas macroeconómicas" e o "impacto de potencial aumento do défice das medidas de apoio ao sistema bancário em 2017". Nessa altura, os técnicos da Comissão antecipavam que o défice atingisse os 1,8% do PIB este ano, acima dos 1,5% previstos pelo Governo. Segundo os técnicos, o emprego deve crescer 2,9% este ano - o Governo espera que este crescimento seja de 2,7% - e em 2018 um novo impulso, com Bruxelas a esperar que o emprego cresça 1,2%, contra os 0,9% esperados pelo Governo.

A Comissão Europeia melhorou as previsões de crescimento da economia portuguesa. Na nova previsão da Comissão, a economia cresce 2,1% no próximo ano, uma décima abaixo dos 2,2% previstos pelo Executivo na proposta de Orçamento entregue ao Parlamento e a Bruxelas.

Quanto ao investimento, a expectativa é a de que, na construção, "não atinja os níveis pré-crise tão cedo" e que o seu crescimento "enfraqueça um pouco depois da recuperação deste ano".

No entanto, em 2019, o crescimento das exportações deverá estar "mais em linha com a procura externa", à medida que o impacto da indústria automóvel e do turismo "deverá enfraquecer".

A evolução esperada das exportações e das importações fará com que as contas de Portugal com o exterior mantenham "um pequeno excedente".

Quanto à taxa de desemprego, deverá atingir em 2017 o valor mais baixo dos últimos nove anos, fixando-se nos 9,2% e deverá continuar a cair para os 7,6% no próximo ano, apesar do abrandamento na criação de empregos e de uma ligeira subida dos salários.

A Comissão Europeia indica que "o emprego cresceu mais rápido do que o PIB" na primeira metade de 2017, "particularmente nos serviços trabalho-intensivos relacionados com o turismo e a construção".

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