Broadcom oficializa proposta de US$ 103 bilhões pela rival Qualcomm

A primeira oficializou nesta segunda-feira, 6, sua oferta pela rival, oferecendo nada menos do que US$ 130 bilhões. Além disso, como informa a Bloomberg, a fusão criaria a terceira maior fabricante de chips do mundo (atrás da Samsung e da Intel), que controlaria uma parte enorme da cadeia de suprimentos de smartphones - ou seja, o acordo também deve enfrentar resistência dos órgãos reguladores. Já os papéis da Broadcomm avançaram 5,5%, atingindo US$ 14,14. Hoje, a empresa é avaliada em US$ 91 bilhões.

Também com o objetivo de aumentar sua posição no mercado de comunicações, a Qualcomm realizou em outubro uma oferta de US$ 39 bilhões para compra da NXP. Entretanto, a possibilidade de formação de um monopólio colocou o negócio na mira das autoridades da União Europeia, enquanto acionistas da possível adquirida alegam que a proposta pode até estar acima do valor de mercado atual, mas desvaloriza a companhia de acordo com o que vinha sendo planejado para seu futuro.

A empresa estaria preparada para rebater a oferta, citada como "indesejada" devido ao fato de que ela tenta se aproveitar de um momento complicado, em que a Qualcomm se encontra em meio às complexidades da compra da NXP e do espinhoso processo movido contra a Apple.

A Broadcom, uma das maiores empresas de semicondutores do mundo, estaria cogitando fazer uma aquisição quase hostil da Qualcomm, segundo informações não oficiais.

Atualizado às 11h01 com a dívida líquida da Qualcomm e o valor atualizado.

Representantes das duas companhia não repercutiram oficialmente a notícia.

Caso seja confirmado, o negócio Broadcom-Qualcomm se tornaria, com ampla vantagem, a maior aquisição já realizada no mercado de tecnologia.

Se o negócio for concluído por esse mesmo valor, será a maior aquisição da história do mercado da tecnologia, superando os US$ 67 bilhões pagos pela Dell na compra da EMC em 2015.

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