Desemprego recua para 12,4%; melhor resultado no ano, segundo o IBGE

Desemprego recua para 12,4%; melhor resultado no ano, segundo o IBGE

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,4% nos três meses até setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

A queda foi de 0,6 ponto percentual, quando comparado ao trimestre anterior, de abril a junho, quando o índice ficou em 13%.

Devido à queda do desemprego, a população ocupada aumentou e chegou a 91,3 milhões, o que representa uma alta de 1,2% em relação ao trimestre anterior e de 1,6% sobre 2016.

Ocupação. O resultado significa que há mais 939 mil desempregados em relação a um ano antes, o equivalente a um aumento de 7,8%.

O número de trabalhadores por conta própria subiu 1,8% no terceiro trimestre, somando mais 402 mil pessoas, totalizando 22,9 milhões ao todo. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, o número caiu 2,4%, ou seja, cerca de 800 mil pessoas perderam o registro na carteira. "Carteira de trabalho assinada é garantia para a concessão de crédito, por exemplo".

- Essa movimentação (do mercado de trabalho) não pode ser avaliada nem como favorável, nem como não favorável. O número representa uma queda de 3,9% em relação ao trimestre anterior.

Os analistas acreditam que o mercado trabalhista deve melhorar no último trimestre graças às contratações temporárias de fim de ano. "Ou seja, é positiva a queda da desocupação, mas ela se dá pela criação de postos de trabalho com menor qualidade", afirmou Azeredo. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (89,8 milhões de pessoas ocupadas), houve alta de 1,6% (mais 1,5 milhão de pessoas).

Ao considerar o mesmo trimestre de 2016, o aumento de 1,1 milhão de pessoas por conta própria e de 641 mil postos de trabalho sem carteira assinada são alguns aspectos que demonstram o avanço da informalidade no país. Observou-se que esta população apresentou elevação de 0,5% (mais 536 mil pessoas), quando comparada com o trimestre de abril a junho de 2017. A queda leva a taxa ao índice mais baixo do ano.

O setor público teve aumento de 191 mil postos de trabalho em apenas um trimestre.

O país encerrou setembro deste ano com 91,1 milhões de pessoas ocupadas, que são pessoas efetivamente empregadas. O contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada, estimado em 33,3 milhões de pessoas, é o mesmo do trimestre anterior. Na comparação anual, o crescimento desse contingente foi de 1,056 milhão de pessoas, ou de 4,8%.

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