Advogado do Benfica reage às buscas: "Até que enfim que cá vieram"

Advogado do Benfica reage às buscas:

A polícia judiciária portuguesa fez, nesta quinta-feira, uma operação de busca no Estádio da Luz como parte de uma investigação de corrupção.

- No inquérito investiga-se a prática, por parte de um suspeito, dos referidos crimes, relacionados com os denominados emails do Benfica - disse a Procuradoria, em nota oficial, sem citar o nome do suspeito.

João Correia, advogado do Benfica, reagiu esta quinta-feira às buscas de que o clube foi alvo por parte de Polícia Judiciária. As buscas ocorreram "meia hora" depois de o clube ter "tomado conhecimento dessas diligências através da Comunicação Social".

- Estas operações, que pecam por tardias, são encaradas com a maior normalidade pelo Benfica, que desde o primeiro momento disponibilizou-se a fornecer toda a informação necessária a um esclarecimento de toda a situação, reiterando a sua total colaboração nos trabalhos que estão em curso para a apuração da verdade.

A Sport Lisboa e Benfica SAD reforça o seu apelo a uma rápida e urgente investigação para defesa do seu bom-nome, responsabilização de quem sistematicamente tem cometido diversos crimes e no sentido da normalização institucional do Futebol Português.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a SAD do Benfica revelou que colaborou com as autoridades durante o tempo em que a PJ esteve a realizar buscas no Estádio da Luz e garante que não foi constituída arguida. Aliás, para que tais buscas se concretizassem, e tendo em conta a sua condição de advogado, teve de ser constituído arguido.

Francisco J. Marques acusou o Benfica de influenciar o setor da arbitragem e apresentou alegadas mensagens de correio eletrónico de responsáveis 'encarnados', nomeadamente de Paulo Gonçalves e Luís Filipe Vieira.

O comunicado da PGDL surge após notícias de buscas ao SL Benfica, bem como às casas do presidente Luís Filipe Vieira e do comentador Pedro Guerra.

A providência incidia sobre o FC Porto, a SAD do clube e ainda as empresas FC Porto Media e Porto Canal, pedindo que fosse proibida a divulgação de mais 'emails' e o pagamento de um milhão de euros de cada vez que a proibição fosse infringida.

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