Zezé Di Camargo diz que nunca houve ditadura militar no Brasil

Zezé Di Camargo diz que nunca houve ditadura militar no Brasil

O cantor Zezé di Camargo, de 55 anos, falou que não houve ditadura militar no Brasil em entrevista à jornalista Leda Nagle, publicada em seu canal do Youtube na última segunda-feira (11). Todo mundo falava que vivíamos em uma ditadura, mas nós não vivíamos em uma ditadura, vivíamos no militarismo vigiado.

Zezé também falou sobre a situação atual brasileira e disse que o país nunca passou por uma ditadura.

O cantor Zezé Di Camargo -nas suas próprias palavras- é um cara inteiramente imperativo, determinado naquilo que se propõe a fazer e muito politizado.

"Eu me considero um cara muito politizado". Já conversei com alguns políticos e eles ficam impressionados com meus conhecimentos políticos do Brasil. "Quero ser politizado para exercer meu direito como cidadão, e meu deveres", iniciou Zezé.

"Vou falar um absurdo pra você, as pessoas vão me criticar, vão achar que sou um maluco". Eu fico com pena de como nossos políticos usaram aquela liberdade que conquistamos ao sair do militarismo, e muita gente confunde militarismo com ditadura.

Logo em seguida, o pai da cantora Wanessa Camargo vai além e diz que não existiu ditadura no Brasil.

O cantor completou explicando o que ele entende por ditadura: "Ditadura é a Venezuela, Cuba com Fidel Castro e até hoje vive, Hungria, Coreia do Norte, China, esses são realmente ditadores".

"O Brasil nunca chegou a ser uma ditadura daquelas que ou você está a favor ou você está morto", disse o músico à jornalista.

Questionado por Leda da violência da época, Zezé respondeu: "Não chegou a ser tão sangrenta, tão violenta, como a gente vive até hoje, no mundo de hoje". Não dá pra acreditar que muita gente ainda acredita que uma ditadura vai dar certo. "Mas eu acho, eu acredito, as pessoas vão me achar maluco, não quero isso jamais pro Brasil, mas eu imagino que o Brasil hoje precisaria passar por uma depuração", opinou. O Brasil até podia pensar no militarismo para reorganizar a coisa e entregar de novo, limpamos essa corja e está aqui o Brasil democrático de novo, como queria.

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